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Férias em familia

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Já está doendo, mas, ficarei duas semanas ausente dessa blogosfera que tanto me faz bem! Farei uma viagem especial de fim de ano com marido e filho e quero estar totalmente entregue a esse momento tão nosso! Dia 07/01/13 estarei de volta cheia coisas para contar e muitas loucuras para compartilhar.
Desejo a vocês boas festas. Que 2013 seja cheio de saúde e realizações para todos!
Até breve!!!

Créditos da imagem


Carta ao Mundo: será o fim?

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Querido Mundo,

Na verdade, nem é tão querido assim, vai...e já que estão dizendo que o fim se aproxima, pra quê mentir, né? Então, escuta o que está em mim reverberando, faz favor:
Eu acho que você já está se acabando faz tempo. Mas, não sei porque só começaram a falar disso esse ano...acho que é porque uma civilização sua, lá atrás, assim previu...vá saber!
E por que acho que o fim já começou? Muito simples: é só olhar a minha volta que é fácil chegar a essa conclusão. Eu já não consigo me lembrar quando foi a última vez que não me aterrorizei com algo...além do caos de praxe - guerras e violências em geral - o ser humano veio se tornando, ao longo desses seus milhares de anos, extremamente egoísta. Não sei se você se deu conta, mas, tudo agora é virtual, descartável e pra ontem. E não estou falando de coisas, Senhor Mundo. Estou falando de PES-SO-AS! Isso!! Essas criaturas que você resolveu aceitar em seu solo. Ora, ora, quando foi mesmo a última vez que um vizinho olhou pro outro e deu mais do que aquele bom dia educado, só pra não passar por antipático? Quando foi a última vez que pudemos nos encontrar com aquele amigo que não se vê há meses sem que ele nos respondesse por um simples whatsapp que ele está sem tempo, mas, que está morreeeeendo de saudades nossas? Quando foi a última vez que não tememos que alguém se aproveitasse de nossa boa vontade e nos passasse a perna, como naquela história do escorpião, lembra? E, afinal, quando foi mesmo que começamos a temer tanto pelo futuro dos nossos filhos, hein? Acho que me perdi...
Caro Mundo, confesso que tô achando tudo muito estranho. E cada vez mais penso que nasci na época errada e receio não aprender a lidar com essa modernidade e desapego que andam pregando por aí. Porque, infelizmente, ou felizmente, por enquanto não sei dizer, eu sou do tempo em que as pessoas ainda se chocavam com atitudes erradas. Hoje, vejo que a maioria prefere pensar que todos têm seu teto de vidro, então, é melhor não julgar tanto assim. Desculpa, mas, eu desconfio, e muito, de quem vive em cima do muro...prefiro os que tomam partido e deixam claro de que lado estão. Essa historinha de ser neutro demais, faz-me descreditar no ser que habita um corpo...
E a desculpa da falta de tempo? E eu me enquadro nesse caso aí! Mas, tenho total consciência de que tudo é uma questão de se eleger prioridades. Quando realmente se quer algo, faz-se! Tempo é relativo...depende do que você vai priorizar.
21/12/2012, não sei se é O fim, mas, talvez seja um fim. A vida é feita de ciclos, e esse, talvez, seja o encerramento de algum. Não sei o que esperar para mim, para meu filho, para a humanidade, porém, gostaria muito que houvesse um resgate - pequeno que fosse - dos valores que antigamente tanto se prezava. Eu adoraria poder temer menos pelos leões que estão à espera do meu filho, mas, como não posso fazê-los desaparecer, espero poder ensinar o Daniel a enfrentá-los, porém, de forma limpa e leal. Pois não acredito em vitórias de trapaças. Mais cedo ou mais tarde, a volta do anzol alcança os que assim pensaram ser o melhor caminho. Termino a minha carta ainda um pouco perplexa com a inversão de valores que nos rodeia, entretanto, com o desejo de que o olhar ingênuo e cheio de esperanças de meu filho façam-me resgatar alguma credibilidade nos seres humanos.


E QUE VENHA 2013!!!


A saga da escolinha parte VI - o fim do primeiro ano letivo

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Entre viroses e amigdalites, todos estão salvos!
Sexta-feira, o ano letivo do Dan se encerrou e lá fui, toda orgulhosa, buscar os trabalhinhos do meu filhote e conversar com a professora e com a coordenadora sobre o comportamento desse "anjinho".
Fiquei muito feliz por saber da grande evolução do Daniel. Ele, que chegou encabulado, chateado, rebelde e valente, só recebeu elogios. Estava super enturmado, identificava os colegas pelo nome, passou a achar o máximo fazer as atividades em sala de aula, tornou-se organizado com suas coisas e começou a tagarelar sem parar! Ano que vem vai para o maternal I, mas, as professoras serão as mesmas, ainda bem! Além dos trabalhinhos, recebi esse presente que me deixou muito contente porque não é fácil arrancar um sorriso posado do mocinho:







2013, I wish I could...

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Tem jeito não, queridas!! O ano acabou!! Já era!! E para mim, judia que sou, acabou pela segunda vez, tendo em vista que dia desses foi o ano novo judaico...E se vocês, assim como eu, continuam com pendências nas resoluções do ano, calma!! Ano que vem tem de novo, que nem carnaval!! Porque, né? A pessoa tem duas chances ao ano de quitar o check list, porém, não consegue. TODASCHORA!!!
Então, eu resolvi não tentar resolver...serei mais humilde e ficarei com o "eu gostaria de"...chega de tentar abraçar o mundo com dois bracinhos. I CAN´T, SORRY!! E vamos parar de enrolação e seguir com a lista de 2013, I wish I could:

- ser menos ansiosa. Ai, como eu gostaria...sofrer antes me faz tão mal...tenho que aprender esse negócio de ser zen, deixar correr solto. Mas, tá difícil, olha. Só de pensar em não ficar ansiosa, meu coração já tá palpitando. Aff!!!
- ser menos magoável. Taí algo que eu acho que talvez fique pra minha próxima vida...eu sei, eu sei que tem aquela sabedoria que diz que mágoa é um veneno que você deseja ao outro, mas, quem bebe é você. Mas aí, né?! Haja sabedoria e eu estou há anos luz dessa evolução. Mas, vamos que vamos tentar!
- não planejar tanto. Gente, faço lista de tudo, mil planos pra daqui a 6 meses e é uma droga, porque como eu me programo em função dos tais planejamentos, quando dá errado, eu piro!!! Ou seja, a pessoa precisa relaxar;
- ser mais engajada socialmente. Confesso que desde que a maternidade me arrebatou, a minha entrega emocional está completamente direcionada ao Daniel. É mais forte que eu. Não arranjei tempo pra fazer algo pelos outros que não fossem da minha familia. E eu não me orgulho disso!
- ter mais foco na minha empresa. Esse ano foi de adaptação, já que fiquei com o Dan, exclusivamente, até ele completar 17 meses e passei a trabalhar fora somente à tarde, mas, ano que vem temos vários planos de expansão e crescimento e eu necessito estar mais focada;
- diminuir ainda mais a tal da culpa que me assola diuturnamente. Já falei disso um bocado de vezes por aqui, mas, ainda estou longe do maldito equilibrio;
- ter mais confianá em mim mesma. Fazer minhas escolhas e ficar bem com elas e não me questionando se realmente fiz o que eu deveria ter feito;
- ser mais compreensiva e menos exigente comigo mesma, com o marido, com outros, enfim, com o mundo!
- frustrar-me menos. E isso implica não esperar que as pessoas tenham a mesma atitude que eu teria em determinada situação. Isso só gera grandes expectativas e gigantes decepções...
- estar em paz com a minha maternagem. Sem crises e sem neuras.

Será que é pedir demais?


Mini conto

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Acordou assustada com aquele choro de criança. Deu um salto da cama e foi ver o que o bebê tinha. Tocou na testa da criança e ardia de febre. Ligou a luz, foi até a caixa de remédio, pegou o termômetro e o antitérmico. 38,7! Achou melhor fazer também umas compressas de água gelada. Já pensou em convulsão. Levou o menino para seu quarto, deitou-o ao seu lado. E enquanto o bebê dormia e gemia da febre que provavelmente fazia doer aquele corpinho tão frágil, ela não pregou o olho querendo saber em que momento o antitérmico iria fazer efeito e seu filho iria começar a suar. Passaram-se 3 h até que o menino estivesse encharcado de tanto suor. Ela levanta, deixa um monte de travesseiros fazendo pilha para que a criança não role, vai até o outro quarto, pega um novo pijama, nova fralda, pomada e algodão. Volta, troca o bebê, que dorme pesadamente. Coloca-o de volta no berço. Respira aliviada. A febre cedeu. São 4h e 40min, ainda dá tempo de dormir mais um pouco até o sol raiar. E quando mal fecha os olhos, ouve o despertador tocar, alguém o desliga e diz: "bom dia, amor! Dormiu bem?"

P.S.: Esse conto só não é verídico porque dei aquele cutucão no marido e pedi ajuda!!! :P


Who´s Sofia, hein?

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Fui buscar o Dan na creche e, mal saímos pela porta, ele começa a dizer, sem pausa, nem pra respirar: "sofia, sofia, sofia, sofia, sofia, sofia..." assim, nessa cara de pau!!! Passados meus 5 segundos de choque, resolvi responder que a tal Sofia, já devia ter ido embora pra casa e que amanhã eles se encontrariam. Chegamos em casa e adivinha de quem ele começou a falar? "Sofia, Sofia, Sofia"...
E eu agora pergunto, QUEM É SOFIA, GENTE???
Seguinte, eu sou mãejudialoucaeciumenta E mordo!!!
Não estou preparada!!!
Sofia, pára, tá?! Dan é meu!!!


"Nossos Momentos"

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O blog Recanto das Mamães Blogueiras propôs uma Blogagem Coletiva super bacana. Hoje estou participando dos Nossos Momentos para mostrar a aventura de fazer um bolo de chocolate com o Daniel! Ele ADOROU!!! E eu fiquei muito orgulhosa do resultado!!!










"ode" às mulheres

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Eu já li muitas vezes por aí, o quanto nós mães nos sentimos sobrecarregadas por acumularmos tantas funções etc. Li opiniões no sentido de que nós, muitas vezes, acabamos não permitindo que o parceiro participe mais da vida doméstica porque achamos que somente nós somos capazes de fazer o melhor. Li, também, que temos que largar mão de queremos ser heroínas e chamar o "digníssimo" para ser mais participativo nas coisas do lar e dos filhos etc. Não foi e nem é diferente comigo. Claro que cada lar tem suas peculiaridades, mas, acredito que a maioria das mulheres padecem dos mesmos dilemas e frustrações domésticas. Talvez a gente crie muitas expectativas em cima dos homens, achando que a chegada de um bebê vai transformá-los na mesma proporção em que ocorre conosco. Porém, acho que isso não é uma realidade para a grande maioria. A verdade é que a vida deles é muito pouco agitada com a chegada de um bebê. E isso começa desde a gravidez. São as mulheres que passam pelas limitações que gerar uma vida traz, como por exemplo, diminuir o ritmo de trabalho, de saídas, de atividades físicas. Nosso corpo pede a desaceleração, por mais que se tenha a mais saudável das gestações. E aí, vem a quarentena. Um período chatérrimo pelo qual somos obrigadas a passar para que o corpo se recupere daqueles 9 meses e do parto. E vem então a fase da amamentação, que além das dores, traz o adeus à liberdade, porque você não manda mais nem no tempo e muito menos no seu corpo. Você estará à disposição 24h por dia para aquele serzinho esfomeado. Aí, quando o bebê completa uns 90 ou 100 dias, é que você começa a poder querer tentar ter uma vida um pouco mais fora da prisão situação em que você se colocou, já que os horários das mamadas são mais espaçados. Mas o cansaço é tanto, que você ainda não se sente preparada para ver a vida lá fora. E enquanto isso, na Floresta Encantada dos homens, o mundo continua a girar normalmente. Eles dormem 8h por dia, fazem atividade física por amor e não porque precisam perder 10kg, vão para o trabalho e conseguem se desconectar completamente da casa e dos filhos, chegam em casa, a geladeira está cheia e arrumada, a casa um brinco e a esposa...um caco(rsrsrsrsrsrsrsrsrsrs). É claro que no meio disso tudo, há uma participação cada vez maior desse pai, à medida que o bebê vai crescendo e precisando menos daquela simbiose com a mãe. Colocando essa situação para a minha realidade, eu sou do tipo que peço ajuda sim. Não sou de achar que só eu faço melhor, até porque tem horas que eu me sinto esgotada física e emocionalmente e digo: "pega que também é teu"!! (quem nunca?). Eu não sei se estou conseguindo me fazer clara, mas, o que estou querendo dizer aqui é que a carga mais pesada é quase sempre da mulher. Nós praticamente somos as responsáveis por um relacionamento dar certo ou ser fadado ao fracasso. Bem como se um filho será bem criado ou não. Se a casa estará em ordem ou um completo caos. Se haverá festinha de aniversário ou será só um bolinho pros mais íntimos. Se vamos viajar de férias ou vamos economizar para a troca do carro etc. Somos nós que abdicamos muito mais do individualismo em prol da parceria. Li dia desses que o amor de hoje depende do quanto estamos dispostos a abrir mão do individualismo. E isso é tão, mas, tão verdade! Se formos querer nossas vontades sempre em primeiro lugar, acredito que quase não mais haveria relacionamentos duradouros. A gente cede bem mais que os homens, não há dúvida!! Apesar disso soar como reclamação, quero dizer que isso é tão-somente uma constatação clara e evidente da realidade que nos cerca. Aqui e ali vejo lares bem modernos, com a vida doméstica super bem dividida. Mas isso é ainda exceção a nossa volta. Quando converso com as minhas amigas que são casadas e têm filhos, TODAS estão muito cansadas de terem que se subdividir tanto. E olha que a maioria tem ajuda terceirizada! Dou um viva às mulheres que não tem e são completamente sozinhas!! Quero dizer que vocês têm meu eterno respeito e admiração!! Digo isso porque se hoje consigo estar de volta ao trabalho, mesmo que meio período e tenho minha casa em ordem e ainda consigo fazer atividade física e sair com o marido pra jantar fora, ir a um cinema ou a um bar com os amigos, é porque tenho ajuda de pessoas que são meu braço e perna! Tenho por essas pessoas o maior respeito, pois, por estarem comigo, amenizam o trabalhão que é ser mãe, esposa, empresária e ainda dona de casa! Por isso, termino aqui o meu desabafo um pouco mais leve e bem mais orgulhosa de pertencer a um gênero tão forte e batalhador! Hoje não é dia 08 de março, mas, acho que nunca é demais enaltecer a força que temos! Um abraço a todas!!


Tenho medo das talimães!

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Já falei em algum lugar que de médica e louca, toda mãe tem um pouco. Só que eu acho que a intensidade da loucura é variável. E eu confesso que as talimães me deixam com medo. Um arrepio frio na espinha me ocorre quando leio ou ouço coisas muito rígidas. Exemplificando. Sabemos que a grande maioria das mulheres precisam ou querem trabalhar fora após a maternidade. Foi um salto que demos ao entrarmos pro mercado de trabalho, sem dúvida. Por outro lado, existem algumas mulheres que escolheram não trabalhar fora para estar com os filhos diuturnamente. Eu mesma fiz isso até os 18 meses do Daniel. Penso que, seja a escolha de voltar ao trabalho, seja a de ficar em casa para cuidar pessoalmente dos filhos, cada mulher tem suas razões para uma ou outra opção. O que me choca é saber que algumas tem a postura prepotente de dizer que se a mulher não pode ficar em casa com os filhos, então é melhor não tê-los. Isso me deixa perplexa. Como assim só pode ser mãe quem pode parar de trabalhar fora para trabalhar em casa? E se essa mulher for arrimo de familia? Ela não tem direito de ser mãe? E se o salário dela for muito importante para a casa e o marido não conseguir suprir a ausência disso? Eles não podem formar uma familia? Ou ainda, e se essa mulher quer se realizar profissionalmente, sem abrir mão do sonho de ser mãe? Não pode? Eu até entendo que para aquela mulher que prioriza a carreira e quer terceirizar a maternidade 100% seja melhor ela repensar a maternidade. Mas, e aquela mulher que, apesar de ter uma carreira, pode e quer se flexibilizar para tentar ser a melhor mãe possível? Penso que quando se escolhe ser multi-atarefada, ou seja,  trabalhar fora, ser mãe, dona de casa e esposa, certamente, algo ficará em segundo plano, mas, dá-se um jeito. Quando se quer muito e quando há amor, sempre se dá um jeito.
Do mesmo modo, tenho pavor quando ouço que só é mãe de verdade quem faz parto normal. Aff!!! Acho uma ignorância. Acredito que cada uma sabe o que é melhor para seu corpo, ué. E nem vou me estender nesse assunto porque já foi motivo de muita fúria na blogosfera materna.
O mesmo ocorre em relação à amamentação. É um processo não tão fácil quanto a propaganda em prol do leite materno tenta nos fazer acreditar. Eu sofri muito pouco e tenho ótimas lembranças desse período. Mas, tenho muitas amigas que sofreram muito pra conseguir amamentar e outras que nem sequer conseguiram. Apesar de ser um ato de amor fantástico, a amamentação não é a única forma de transmitir amor ao seu bebê. Portanto, também não acho bacana ler/ouvir quem acha um absurdo não amamentar.
E ainda tem as que condenam a escola. Mas, gente, por favor! Nem toda mãe pode ficar em casa até o filho completar 4 anos de idade! Se você pode e optou por isso, ótimo. Mas, dizer que é um absurdo quem coloca antes é mais absurdo ainda. O ideal para uma pessoa não necessariamente é o mesmo ideal para outra. Há quem ache que a socialização tardia é um prejuízo e há a corrente contrária. Aliás, há corrente pra tudo. Eu sou da corrente do "faça o que seu coração pedir e liga aquele botão para o que falam para você". Porque opinião todo mundo tem, mas, só quem sabe o que se passa na sua vida é você. Eu adoraria livrar meu filho de todos os males do mundo. Porém, isso será bom para ele? Colocá-lo numa bolha é mesmo uma boa opção? Certamente há quem ache que sim. Mas não é o que eu penso e tudo bem. Viva o direito de escolha! Expor o que pensa é muito válido. A troca de experiências maternas é sensacional e é algo que eu aprecio muito no mundo real e virtual. Porém, dizer que o seu modo de educar é o único meio para atingir um fim é que não concordo. Penso que todo dia é dia de aprendermos algo. O que hoje nos soa como verdade absoluta pode não ser mais amanhã. Então, melhor não bradar aos 4 ventos uma "teoria" porque pode ser que você a repense num futuro  bem próximo. Eu mesma já tentei ser muito a dona da verdade, mas, depois de ser mãe, venho aprendendo a ser cada vez mais humilde porque é na experiência que se aprende que tudo pode ser muito diferente do que se imaginou antes de passar por determinada situação.



Dan levou a primeira mordida

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Passei pela primeira dificuldade em lidar com uma agressão sofrida por meu filho e nada poder fazer. Fui buscá-lo na creche e me deparo com uma mordida daquelas no braço dele. Motivo: briga por um aviãozinho. Confesso que, no primeiro momento, eu fiquei FULA da vida!!! Fiquei imaginando a cena, o choro, a ausência do meu colo para acalmá-lo etc. As professoras disseram que ele nem chegou a chorar e que logo foi dançar com as outras crianças. Pode até ser que ele tenha lidado bem com a situação no dia. Mas, voltar pra escola depois foi difícil. Disse a frase completa: "mãe, ficar em casa!". Meu coração despedaçou. Ele não estava doente e havia ficado bem durante a manhã. Tentei conversar durante o caminho, mas, ele foi triste o caminho todo. Ao chegar na creche, abriu aquele berreiro. As feições eram de insegurança. Deixei-o com o coração partido e liguei pra lá depois pra saber como ele estava e se eu deveria buscá-lo mais cedo. Disseram que ele estava super bem e animado e que fosse buscá-lo as 17h mesmo. Quando o peguei, ele estava bem, de verdade. Sorrindo, veio correndo me abraçar! Mas, no dia seguinte, ele fez a mesma cena pra ir. Agarrou-se nas minhas pernas para não ficar na creche. Porém, acabou indo no colo da professora sem o choro do dia anterior. Hoje, ele já foi muito melhor. Acho que a insegurança passou e ele lembrou de como a escolinha é bacana.
Conversei com outras amigas que já haviam passado pela mesma situação e o conselho foi: "Myriam, não se estresse porque não será a última vez, e, provavelmente, o Daniel pode ser o que vai morder na próxima e você também não se sentirá bem. Pense no outro lado." E eu então lembrei que Dan já havia sido chamado atenção por tentar morder e quando me contaram eu fiquei super mal. Ou seja, melhor mesmo é levar na esportiva e deixar que as crianças se resolvam. Afinal, nem sempre estarei por perto para livrar o Daniel de todos os males. É bom que ele aprenda a se virar sozinho em situações que não mereçam a minha intervenção.
Mas, tenho que confessar...ainda estou com uma pontinha de raiva!! Hahahahahahahahahahaha

Segue foto da mordida. Quem será que foi o "meliante"??






Selinhos

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Ganhei 2 selos lindos da Ana Caetano que mostro aqui pra vocês:



Obrigada pela indicação e pelo carinho! São lindos!



Daniel e os sapatos

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Passada a fase da paixão pelos baldes e bacias, eis que surge um novo amor...os sapatos!!! Gente, ele não pode ver alguém de sapato que ele já aponta e diz: "tatatoooo"...
Pai chega do trabalho e ele sai correndo! O pai fica todo feliz, achando que vai ganhar um abraço e tal...que nada, Daniel correu pra pegar os sapatos que o pai acabou de tirar e deixar perto da porta. 
E apesar de ele não fazer restrições ao gênero, pois pode ser sandália, sapato, chinelo, minhas sapatilhas e afins, ultimamente ele tem preferido a mais nova descoberta: as minhas botas! Elas estavam muito bem enfiadas escondidas no sapateiro, tendo em vista que moro em Manaus e por aqui andar de botas só se for galocha pra fugir de enchente. Porém, tenho algumas que uso quando viajo.  E Daniel, O Futriqueiro, não tardou a encontrá-las e fazer das  minhas queridas botas sua nova cobiça. Ele acha o máximo ficar com as botas cobrindo até quase a cintura. Não consigo entender o fascínio, já que ele mal consegue ficar de pé. Mas, sabe como é criança, né?! Não adianta dizer que vai cair, que é muito grande pra ele usar etc. Quer calçar e ponto! Então, para ilustrar, a foto do meu Gato de Botas!




Toda mãe é antítese e hipérbole

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Da poltrona onde embalava o recém-chegado, contemplava o nascer do sol.
Olhava aquele ser indefeso e sentia uma alegria triste porque já não sabia viver sem ele, mas, desejava estar só.
As lágrimas que derramava já não sabia mais se de medo ou consciência de que tudo ainda seria maior do que pensara.
Morria ao pensar que nada seria como antes.
Mas quando entendeu o que lhe estava acontecendo soube morrer de felicidade. (Myriam Scotti)

Em tantos relatos próprios e de tantas outras mães que li nos últimos 9 meses em que entrei para a blogosfera materna, eu poderia resumir todas nós em dois conceitos: ANTÍTESE e HIPÉRBOLE. Somos o exemplo máximo dessas figuras de linguagem. Ao mesmo tempo em que gritamos para o mundo o quanto amamos a maternidade, vem junto uma avalanche de sentimentos que parecem contradizer esse amor que tanto exaltamos. "Amo estar com meu filho. Mas, preciso de um tempo só pra mim". "Adoro amamentar, porém, odeio as dores que isso provoca". "Adoro ser mãe em tempo integral, mas, estou tão cansada". E ainda, "passei uma vida tentando fazê-lo dormir" (15min), "meu filho quase morreu de febre". "chorei um rio de tanta dor na amamentação". E por aí vai. Acho incrível o quanto a maternidade provoca a gente. É um eterno teste de paciência, de apredizagem, de memória, de teimosia etc. Sermos antítese e hipérbole é só a ponta do iceberg...ser mãe é complexo pra caramba, e, talvez, nem Freud explique! Só sendo mãe mesmo pra entender (ou não)! Hahahahahahahahaha


Hoje é o dia Mundial contra a Violência Infantil

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Em postagem anterior eu mencionei que não era a favor das palmadas e falar sobre isso é um pouco difícil tendo em vista que nasci na época em que palmada era uma ótima forma de educar e corrigir as crianças. Não fui uma criança peralta. Não saía me pendurando em armários, não fugia para brincar na rua e nem chegava com reclamações da escola. O meu "problema" é que eu não era de aceitar a resposta "porque não". Eu queria uma resposta melhor que essa. Eu era teimosa e birrenta e extremamente questionadora e ótima argumentadora (acho que foi por isso que eu me formei em Direito). Então, apanhei. Levei muitas palmadas, algumas chineladas e uma surra de cinturão do meu pai (a única vez que ele me bateu e provavelmente se arrependeu, pois eu só tinha 6 anos). Lembro-me praticamente de todas as vezes em que apanhei e lembro que o sentimento era de revolta. Ou seja, ao invés daquilo me servir como corretivo, dava-me mais vontade de desobedecer. O que me fazia realmente aprender a lição eram os castigos. Esses doíam muito mais. Não entendo o porquê dos meus pais acharem que a palmada valia à pena. Eu sempre achei uma covardia e uma atitude de pura preguiça. Afinal, é mais fácil bater do que explicar o porquê de não poder fazer isso ou aquilo. Eu não diria que fiquei traumatizada e muito menos que deixei de amar meus pais por um segundo que seja. Porém, essas lembranças me doem. Causam-me um mal estar. Eu tive uma amiga na escola que por algumas vezes chegou com marcas em sala de aula. A fivela do cinto chegou a pegar uma vez em seu rosto. Lembro que eu fiquei horrorizada ao saber que a mãe dela havia feito aquilo. Definitivamente, eu não gostaria de ter uma atitude tão desproporcional com o meu filho. Eu sei que ele ainda vai me testar muito e vai me tirar do sério inúmeras vezes. Porém, tentarei de todas as formas ter uma atitude melhor do que a de bater. Tentarei lembrar de mim mesma e o quanto me fez mal. Educar dá um trabalho enorme e é um teste de paciência diário, uma briga com você mesma. É você quem vai decidir quem vai ganhar, se a raiva ou o auto-controle. E nesse dia Mundial contra a Violência Infantil, peço que vocês pais e mães pensem um pouco sobre as atitudes que terão daqui para frente. É sempre tempo de repensar!


E a saudade que fica?

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Semana passada, Dan completou 2 anos. Foi um dia muito feliz para nós e para ele, principalmente. Acordou excitadíssimo já falando nos parabéns e na velinha que iria assoprar mais tarde. Foi um dia especial de farra! Mas, os dois dias que se seguiram foram um tanto difíceis para mim. É que eu tenho uma certa dificuldade de encerrar capítulos, sabe? Explico-me. Resolvi arrumar o quarto de brinquedos do Dan, bem como seu guarda-roupa. E eu sofri tendo que dar adeus não às coisas em si, mas ao bebê que está se despedindo para se tornar criança. Foi muito, muito difícil mesmo, ter que fechar o cercadinho. Vieram tantas lembranças dessa fase. A primeira vez que ficou em pé sozinho ali, sem se segurar, as primeiras corridinhas lá dentro, as carinhas de choro pedindo para sair dali e ir pro meu colo...difícil também foi dar adeus a alguns brinquedos que eu comprei quando a gente ainda nem se conhecia do lado de fora. Lembrei quando comprei aquele aviãozinho azul, imaginando como seria o bebê que iria brincar com ele. Ai, quanta saudade! Dar adeus àquela blusa linda que o deixava mais lindo ainda quando foi para a primeira festinha de aniversário. Guardar o tapete de eva, tão importante para protegê-lo dos tombos dos primeiros passinhos... Queria ser menos saudosista com o tempo, mas, confesso que dar adeus ao que passou sempre foi muito difícil pra mim. Acho que é porque temo o novo, o que vai vir. O tal medo do desconhecido. Dan encerrou um capítulo para iniciar uma outra fase. O que virá? Essa expectativa que me angustia é que talvez me faça ter tanta dificuldade para dar adeus ao que passou. Foi com algumas lágrimas que contei ao meu marido o quanto tinha sido difícil aquela arrumação. As mesmas lágrimas que estão sendo agora derramadas ao escrever esse texto. Mas, é preciso elaborar essas "perdas" para seguir em frente. E, compartilhando aqui, sinto-me mais leve para aguardar o futuro. Ainda serão muitos adeus, mas, todos para tornar o meu filho maior e melhor para o mundo que o espera ansiosamente.


"Você só vive uma vez"

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Hoje resolvi trazer uma música que eu adoro muito cantar no carro (Dan até já faz dancinhas quando ouve a batida!) e que fala desse mundo meio louco que a gente vem vivendo, em que cada um quer ter mais razão que o outro e são tantas as escolhas a serem feitas, quando tudo poderia ser mais simples. Afinal, só se vive, nesta vida, pelo menos, uma vez! Então, pra quê complicar, né?!Como fã do The Strokes, sugiro não só ler, como também ouvir, porque é bom demais!!!


You Only Live Once

Some people think they're always right 
Others are quiet and uptight
Others they seem so very nice nice nice nice (oh-ho) 
Inside they might feel sad and wrong (oh no) 

Twenty-nine different attributes 
Only seven that you like (oh-oh)
Twenty ways to see the world (oh-ho) 
Twenty ways to start a fight (oh-ho) 

Oh don't don't don't get out
I can't see the sunshine 
I'll be waiting for you, baby 
Cause I'm through 
Sit me down 
Shut me up 
I'll calm down 
And I'll get along with you 

Oh Men don't notice what they got 
Women think of that a lot 
One thousand ways to please your man (oh-ho) 
Not even one requires a plan (I know) 

And countless odd religions, too 
It doesn't matter which to choose (oh no) 
One stubborn way to turn your back (oh-ho) 
This I've tried, and now refuse (oh-ho) 

Oh don't don't don't get out
I can't see the sunshine (ohh)
I'll be waiting for you, baby 
Cause I'm through 
Sit me down 
Shut me up 
I'll calm down 
And I'll get along with you 
Alright 

Shut me up 
Shut me up 
And I'll get along with you
http://www.vagalume.com.br/the-strokes/you-only-live-once-traducao.html#ixzz2ALhTWXaL 



2 anos de Dan!!

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Passou muito tempo da vida ansiando ser MÃE.
Antes de querer qualquer coisa para si, queria mesmo era conhecer o tão falado amor sem fim.
Quando, enfim, conheceu esse amor, percebeu que havia feito, para ela, a melhor escolha.
E não há nada no mundo que seja maior do que dar esse amor ao seu grande amor.
Porque não é "infinito enquanto dure". Na verdade, é infinito e além.

Parabéns, Daniel, pelos seus 2 anos! Obrigada por ser meu!







Estou no Recanto hoje!!!

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Muito feliz que hoje estou lá no Recanto das Mamães Blogeiras Passem lá pra conferir!! Obrigada meninas pela oportunidade e carinho!!


Meme nos Blogs!

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Recebi o convite da Ana Caetano para participar dessa brincadeira super bacana, que acaba promovendo uma conversa de comadres entre as mamães blogueiras!! Adorei o convite! Vamos lá:

Escrever 11 coisas sobre mim:

1) Nasci em 04/02/1981, de parto normal, medindo 50cm e pesando 4,100kg!
2) Sou uma pessoa muito ansiosa e por isso sofro por antecipação;
3) Sempre pensei em casar e ter filhos. Mas quando me tornei mãe, levei um choque de realidade e vi que as coisas nem sempre são cor de rosa como eu pensava;
4) Eu me formei em Direito, mas, mudei de carreira para ter mais tempo com o meu filho;
5) Com a maternidade estou aprendendo a praticar o altruísmo e o desapego;
6) Depois que eu me casei, descobri que eu adoro cozinhar. Para mim, é terapia!
7) Sou uma pessoa reservada, principalmente com quem não conheço;
8) Não gosto de malhar. Malho por vaidade e saúde.
9) Amo viajar. Adoro conhecer novas culturas e a gastronomia local;
10) Gosto de sentar e observar as pessoas;
11) Adoro me arrumar. Dificilmente as pessoas vão me ver descabelada e vestindo um batão. Rsrsrsrsrsrs

Respostas às perguntas da Ana:

1) Tenho 1 filho de 2 anos. Ainda não sei quando pensarei sobre o segundo;
2) Meu filho lindo de morrer se chama Daniel. Caso eu tenha outro, não faço ideia do nome. O do Daniel foi decidido no dia do parto;
3) Cozinhar! Muita gente se espanta quando eu digo que adoro cozinhar;
4) Gostaria muito de voltar a estudar francês. Parei na metade do curso e morro de saudade!
5) Daniel, sem sombra de dúvida, foi responsável pela maior mudança que eu poderia sofrer. Para melhor, amém!
6) Ver o Daniel se tornar um bom homem;
7) Não sei dizer uma banda predileta...adoro Oasis, The Strokes, U2, Cold Play e tantas outras;
8) Pretendo conhecer o sul da França e não tenho vontade de conhecer lugares de frio extremo;
9) Acompanho tantos blogs que seria difícil fazer uma lista. Mesmo os que eu não concordo com a postura, gosto de ler para conhecer os argumentos da pessoa;
10) Milagre seria eu poder trazer a minha avó de volta...ela me faz muita falta;
11) Viajar, viajar e viajar. Esse é sempre o melhor sonho de consumo pra mim.

Como a maioria dos blogs já participou da brincadeira, fica difícil apontar mais 11! Mas, se você ainda não participou, sinta-se à vontade! É legal pensar um pouco sobre você mesma!
Obrigada, Ana!! Adorei responder suas perguntas!!


E mãe lá sente nojo?

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AVISO: não leia esse post se você é daqueles que tem nojinho de tudo! :P

Ah, eu bem me lembro do quanto eu tinha nojo de certas coisas...nojo de cocô, nojo de catarro, nojo de cera de ouvido, nojo de menino sujo e lambuzado, nojo de vômito mais que tudo nessa vida...mas, aí, né? Eu me tornei mãe. E quando a gente se torna mãe, a gente assina junto um contrato de adeus ao mundo do nojo. Porque sentir nojo é pros fracos! Não!! Melhor!! Nojo só sente quem não é mãe! Diga aí se você se identifica:
- menino recém-nascido e a primeira cagada fenomenal é horrorosa!! Pra quem não sabe, é o tal do mecônio. Ele é a sua iniciação ao adeus ao mundo do nojo! Por que, né? Você que vai limpar aquela bundinha linda de meu D´us e achar FAN-TÁS-TI-CO!!!
- se seu filho for como o meu, as madrugadas serão animadas! Depois do mecônio vieram os cocôs a jato! Aqueles que saltam do bumbum daquele minúsculo ser e sujam cômoda, cadeira de embalo, chão e, claro, você! Quem nunca???
- passada a fase do a jato, vieram os cocôs mais fedidos e maiores do mundo!!! 8x ao dia, minhas queridas!! Meu filho é um pato!! Agora, com 2 anos incompletos, "só" são 3! Mas, se for pra festinha de aniversário pode chegar a 5!! Fico me perguntando como alguém tão pequeno produz tanta m..?! Enfim, né?!
- gripe! haja catarro!! aquele bem feio, verde, gosmento, sabe?! e o melhor!! quando espirra, se você não está com o lenço a postos pra limpar imediatamente, quando você volta com o papel, menino está LAM-BEN-DO o catarro e gargalhando da sua cara!!
- menino limpo, arrumado, cheirosinho, filho de barbeiro. você resolve deixar ele tomar um sorvetinho (de iogurte, claro!) adeeeeuuuusss, roupa limpa! Você acaba o estoque de guardanapo da loja e o menino continua imundo! Só lavando!!!
- E o melhor de todos! Vômito!! Já aparei com a mão! Eu, euzinha, que sempre tive horrrrrooor a ouvir historias de vômito, aparei com as minhas mãozinhas o vômito do Daniel...
É, minha gente...a maternidade é mesmo transformadora, né, não?

E se você precisa de mais inspiração, segue a letra de Ciranda da Bailarina que eu adoro e retrata bem do que estou falando!

Procurando bem
Todo mundo tem pereba
Marca de bexiga ou vacina
E tem piriri, tem lombriga, tem ameba
Só a bailarina que não tem
E não tem coceira
Verruga nem frieira
Nem falta de maneira
Ela não tem
Futucando bem
Todo mundo tem piolho
Ou tem cheiro de creolina
Todo mundo tem um irmão meio zarolho
Só a bailarina que não tem
Nem unha encardida
Nem dente com comida
Nem casca de ferida
Ela não tem
Não livra ninguém
Todo mundo tem remela
Quando acorda às seis da matina
Teve escarlatina
Ou tem febre amarela
Só a bailarina que não tem
Medo de subir, gente
Medo de cair, gente
Medo de vertigem
Quem não tem
Confessando bem
Todo mundo faz pecado
Logo assim que a missa termina
Todo mundo tem um primeiro namorado
Só a bailarina que não tem
Sujo atrás da orelha
Bigode de groselha
Calcinha um pouco velha
Ela não tem
O padre também
Pode até ficar vermelho
Se o vento levanta a batina
Reparando bem, todo mundo tem pentelho*
Só a bailarina que não tem
Sala sem mobília
Goteira na vasilha
Problema na família
Quem não tem
Procurando bem
Todo mundo tem...






Curtíssima

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Marido chega e diz:
- poxa, saí de 1.º lugar na sua vida pra 4.º!!
- como assim, amor?
- ué, em 1.° agora é o Daniel, em 2.° a Piaf, em 3.° o blog e em 4.° estou eu! (voz indignada)
- hummmm (pensei comigo mesma que isso porque ele esqueceu de mencionar o iphone!!! Abafa, gente!!! Hahahahahahahahaha).

P.S: Brincadeirinha, amor...você, há quase 15 anos, conquistou um lugar só seu que nem entra no ranking! :P


"Afinal, o que querem as mulheres?"

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Fim de semana passado, o mundo virtual do instagram "congestionou" com as fotos do chamado casamento do ano de uma blogueira (ou bloguista, como andam dizendo por aí) paulistana. Foram muitos comentários sobre o intitulado "Casamento da Princesa Lalá". Bom, quanto ao casamento, nada a declarar. Afinal de contas, foi um casamento bonito e cheio de pompa, conforme o gosto da noiva. E gosto, cada um tem o seu. O que me fez falar sobre isso, foram os comentários SOBRE o casamento. Foi uma enxurrada de tweets comparando o evento ao da hoje intitulada Duquesa Kate Middleton etc. E aí, fui me lembrar que na época do casamento da ex-plebeia, o mundo parou para assistir a cerimônia do casamento real. Tanto que aqui no Brasil, várias mocinhas - e mulheres também - (fui uma delas) acordou mais cedo para ver o conto de fadas se tornar realidade. E então que eu me lembrei do fenômeno "literário" 50 tons de cinza, que encabeça a lista dos mais lidos, semanas a fio. Um livro bem machista, por sinal, mas, que fez muitas mulheres ficarem a sonhar com o tal Sr. Grey, o qual virou o novo "Príncipe Encatado" mais desejado do planeta Terra. O que eu quis dizer com toda essa historinha? É que entra século e sai século e me parece que mesmo depois de tantas conquistas, as mulheres continuam a desejar as mesmas coisas que nossas tataravós?! Será? Bom, para algumas, acredito que sim, né? Senão, como explicar essa euforia enlouquecida por um casamento de alguém que sequer se conhece? Ou, por que tanta alegria por uma plebeia chegar tão perto de se tornar alguém da realeza, como nos contos de fadas? E, por que cargas d'água um livro extremamente machista, que fala sobre a mulher ser submissa ao seu dominador, faz tanta gente SONHAR com o "mocinho" da historia, mesmo que ele possa, quando tiver a fim, dar uma surra na mulher "amada"??? Quanto contrassenso!!!!! Em um mundo em que tanto se luta pela igualdade dos sexos, faz-se passeatas abaixo à violência contra a mulher, luta-se pela mulher no mercado de trabalho, fala-se em busca da felicidade sem a necessidade de um homem ao lado, exemplos de mulheres que são provedoras do lar e tantas discussões sobre a mulher do século XXI, ver esses fenômenos de sonhar com o príncipe encantado e amar um livro um tanto violento, e quando digo violento, não me refiro às sessões de sadismo não, a violência está muito mais nas palavras dirigidas à mocinha. Em muitas passagens ela se arrepende de ter dito algo porque vai deixá-lo enfurecido!! Onde já se viu?? Desculpa, gente! É que acordei meio indignada! "Afinal, o que querem as mulheres?" É claro que tenho meu lado mulherzinha aflorado, tendo em vista que fui criada por mãe e avó, que me ensinaram, inclusive, que eu deveria servir o prato do meu marido nas festas, porque boa esposa é assim. Mas, minha pouca rebeldia não me permitiu seguir esses e outros conselhos e nem por isso deixo de ser boa esposa. Não sou a favor do feminismo exacerbado que andam pregando por aí, porém, não posso concordar com essa apologia ao sexo frágil não. Nem tanto ao céu, nem tanto ao mar...


O Halloween que passou!

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Esse mês não teve mêsversário porque já já teremos os 2 aninhos pra comemorar...resolvi, então, matar a saudade do Halloween que preparei ano passado pra comemorar os 11 meses do Dan:




Frase do dia

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Li uma frase dia desses que achei interessante postar: "A culpa é o reverso da onipotência. Quem se reconhece como um reles mortal, falível, não sente tanta culpa." (Lidia Aratangy para Revista Lola)
Acho que esse é o "mal" de toda mãe...achar que é onipotente. E, talvez por isso, venha sempre o sentimento de culpa quando as coisas não saem exatamente como planejamos ou quando sentimos necessidades próprias ao invés de pensarmos só nos filhos. Deixo a frase para pensarmos melhor sobre essa culpa que tanto "gostamos" de carregar!


Transformações externas

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Dia desses, o blog Recanto das Mamães Blogueiras postou sobre mudanças que podem nos fazer bem. Então, como eu já postei tanto sobre as mudanças internas que a maternidade me provocou, resolvi postar sobre as mudanças externas. Meus cabelos, quanta diferença!!!! Quase não me reconheço!!! Antes da gravidez, meus cabelos eram castanhos. Depois que o Dan nasceu, meus cabelos ficaram quase negros. Aí, né, comecei uma mechinha aqui e outra ali...deu no que deu!! Hahahahahahaha





Daniel e a bronquite

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Fim de semana passado, fomos pegos de surpresa! Dan começou a ter um febrão e uma tosse muito feia e atípica. Eu não quis esperar nem mais um dia e o levei para emergência. Raio X indicou uma bronquite...desde então, os dias não têm sido fáceis. A bronquite deixou-o muito cansado, sem vontade de brincar, de dançar vendo os DVDs que ele ama, sem condições de ir à escola, enfim, sem ânimo para nada! Parte meu coração vê-lo assim. Além disso, as madrugadas têm sido agitadas e a conclusão a que chego é que quando filho adoece, a gente volta à época em que eles são recém-nascidos. Ou seja, estou um panda de novo, com as olheiras enormes do sono interrompido já há 4 dias...e a manha??? Tudo chora...um dengo só...e como ele está caidinho, acabo fazendo todas as vontades...já vi que vai ser difícil botar ordem na casa quando ele melhorar!! Ta beeem mal acostumado!!


Agora sou eterna

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Pensar que o fim um dia chega para todos - e isso é além da nossa vontade - nos faz tão, tão humanos...e por mais que a medicina evolua e a gente consiga prorrogar o dia de partir dessa para melhor (ou não), não tem jeito! Iremos partir. E pensar em partir é triste porque a gente tem ao nosso redor pessoas que amamos tanto e de quem não queremos nos separar jamais. Porém, mais cedo ou mais tarde, vai acontecer. Antes de ser mãe, eu era bem mais corajosa e, confesso, eu até debochava de quem tinha medo de morrer. Mas, depois do Daniel, é claro que esse tipo de preocupação ronda a mente porque não queremos partir antes de deixar nosso rebento pronto para estar só. Mãe tem esse sentimento de  ser onipotente, onipresente, oni qualquer coisa...acha que jamais vai adoecer ou vai faltar para os seus. Ledo engano. Mãe sim, infalível nunca! Mas, deixando de lado a parte triste de sermos humanos por termos data pro fim, penso que o homem (lato sensu) é muito prepotente ao imaginar que poderia enganar D'us (ou a natureza, se você preferir) e seguir nessa vida junto com as rochas. Passamos a vida lendo que tentam, a todo custo, prolongar a vida até quem sabe alcançar a eternidade. Tolos, somos muito tolos. A eternidade já nos foi entregue e não foi necessário qualquer esforço nosso. Os filhos são os responsáveis por nos tornarmos imortais. A prova disso é que me olho no espelho todos os dias e vejo tanto de minha avó e de minha mãe em mim. Quase posso ter minha avó de volta de tanto dela que em mim ficou. Isso não é ser eterno? Dan, em tão pouco tempo de vida, já tem tanto de mim que chego a me assustar. Ele já é um pedaço meu e ele será um pedaço de seus filhos e dos filhos de seus filhos. Que maravilha, não? Certamente nenhum homem seria capaz de pensar em algo tão fantástico para se tornar eterno. Somos egoístas demais para isso...


Os sacrifícios da maternidade

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Tava aqui pensando com os meus botões (menino na escolinha faz a gente ter tempo pra pensar...), tem umas coisas que você passa a fazer depois que é mãe que, provavelmente, jurou para os quatro ventos que jamais, nessa vida de meu D'us, iria fazer, quer ver só?
- Prender o xixi. Gente, fala sério!! Quantas vezes você já se pegou com aquela vontade medonha de ir ao banheiro e foi justamente o momento em que seu filho resolveu que era hora de fazer um lanchinho? Ou, você está no shopping, sozinha (sem outro adulto pra ajudar) e tem bebê no carrinho, mais sacolas, mais sua bolsa e você super apertada, sem ter como ir ao banheiro, e aí, o jeito é sair correndo pro edifício garagem a fim de tentar chegar em casa antes que você faça nas calças mesmo;
- Passar fome. Não é de dieta que estou falando não. É que se você faz tudo o que um bebê demanda, você não come. E se ele dormir? Você quer dormir também. O estômago que aguente!
- Aguentar dor. Mãe deveria não adoecer. É horrível você estar se sentindo mal e ter que fingir que está tudo bem porque seu bebê quer brincar, mas não uma brincadeira qualquer, ele quer que você o empurre no velocípede até ele cansar (ou você desmaiar);
- Ficar sem assistir seus programas preferidos. Eu era alucinada por séries de TV. Só saía de casa depois que eu assistia todas as séries prediletas. E agora? Sou uma alienada. Só sei conversar sobre Galinha Pintadinha, Patati Patatá, Castelo Rá Tim Bum, Palavra Cantada etc;
- Olhar-se no espelho as 18h e ver que ainda está com a mesma roupa de 12h atrás, porém, com a cara ainda mais acabada e saber que não há a menor coragem de mudar essa imagem de doida cansada!
- Desfazer compromissos. Você agendou com os amigos aquele Happy Hour bacana uma semana atrás, babá está avisada, a roupa está escolhida, mãããããsss, naquele dia seu bebê amanheceu com um febrão, nariz escorrendo e uma tosse horrorosa. ADEUS, saidinha!!! Fica pra próxima, gente!
- Conseguir fazer compras em tempo recorde e com bebê no carrinho dentro do provador! Essa foi sensacional!!! O provador era um cubículo e tive que fazer caber tudo e todos e ainda experimentar em segundos antes que o Daniel começasse a chorar. Nunca fiz uma compra tão rápida na vida!!
- Maquiar-se enquanto o pirralho mexe em todos os seus sapatos e sai puxando todas as roupas das gavetas. Entre uma passada de rímel e um grito de "não mexe aí, Danieeeeeeeel!!!"

Aff! Ainda tem um monte de coisas, mas, quero saber o que vocês fazem após a maternidade que jamais pensaram que iam fazer?


O casamento

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Sábado foi um dia muito especial. Minha querida amiga Juliana casou. Somos amigas há quase 23 anos...são tantas as memórias de infância e adolescência juntas, que seria preciso bem mais de um post para relatar todas as nossas aventuras. Quando a vi vestida de noiva, linda, irradiando felicidade, um filme foi passando pela minha cabeça. Quanta coisa aconteceu em nossas vidas até aquele dia chegar. Lembrei das brincadeiras de Barbie, dos banhos de piscina, das primeiras festinhas que aguardávamos ansiosamente, e, claro, dos amores platônicos que nos faziam derramar lágrimas de um sofrimento tão puro. Quando a vi, ali, diante do padre, ao lado do seu amor, que a todo momento a olhava apaixonadamente e beijava as suas mãos a cada frase de construir a relação sobre rochas e jamais sobre areia, eu tive a certeza de que ela seria feliz, porque, enfim, havia encontrado o amor que tanto esperava e estava sendo correspondida à altura! Já na festa, começou a tocar uma música que a gente amava e cantava bem alto quando tocava nas festas. De repente a vi vindo em minha direção e dizendo que era em minha homenagem. Claro que fui às lágrimas e demos um forte abraço, que me levou diretamente à época em brincávamos numa grande roda, daquelas que a gente senta e fica se empurrando beeeeem rápido, fazendo a gente sair tonta e tombando pelo chão. Ai, quanta emoção senti esse sábado. É muito bom ver quem a gente ama e preza feliz, não? Espero que o meu Dan tenha a sorte de ter amigos como eu tenho. Amigos que são para essa e para as próximas vidas!




"Baby Blues"

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Depois de assistir à palestra do www.betapositivo.com.br e ler em vários blogs sobre as emoções das primeiras semanas com o bebê, lembrei-me de como foi difícil, emocional e psicologicamente falando, a volta para casa com o Daniel nos braços. Tanto que já falei sobre isso aqui e aqui. Por isso, achei interessante expor sobre as diferenças entre o chamado "baby blues" e a depressão pós-parto. Fazendo uma breve pesquisa pela internet, encontrei uma explicação bacana e bem sintetizada: "Estima-se que mais de 80% das mulheres que dão à luz sofram do chamado “baby blues”. Trata-se de um conjunto de sintomas que aparecem geralmente entre o 3º e o 10º dia do pós-parto e que consistem em alterações de humor, com tristeza ou irritabilidade, e insegurança perante a nova responsabilidade de cuidar do bebé. As mulheres afectadas por blues carecem de vigilância, atenção e de suporte pelos profissionais de enfermagem, que deverão, inclusive, informar as parturientes e suas famílias da forte possibilidade de ocorrência de alterações emocionais transitórias nos dias subsequentes”, alerta Ricardo Gusmão, professor de psiquiatria na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, num artigo sobre o tema escrito para o “Jornal do Centro”. Contudo, enquanto o baby blues pode ter como factor de precipitação as explosões hormonais que ocorrem nessa fase e que passarão com o tempo, a depressão pós-parto é bem mais grave. Nesta, aos sintomas de blues aliam-se a outros, como uma desmotivação nos cuidados de si mesma e do bebé, que podem colocar a mãe e o filho em risco." (http://www.alert-online.com).
A chegada de um bebê, por mais planejado que seja, acarreta muitas mudanças na rotina da familia. E, para muitas mulheres, as primeiras semanas são de muita insegurança e medo de não saber como cuidar daquele serzinho tão frágil e completamente dependente. Além disso, o cansaço de muitas noites mal dormidas ou sem dormir, gera um estresse muito grande, sem falar na queda de hormônios brusca que se sofre após o parto. A soma de tudo isso pode gerar essa melancolia e vontade incessante de chorar. O importante é estar mesmo atenta se essa tristeza ultrapassa as primeiras semanas. Caso isso ocorra, jamais hesite em procurar ajuda. A depressão pós-parto é algo que deve ser levado muito a sério. Não é frescura, como alguns dizem por aí!


Nasceu (o pai)

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De intróito, um olhar de pavor
Vi, naquele instante, que havia se tornado menino de novo
Quase comecei a olhar para baixo de tão pequeno que foi se tornando
Tive vontade de carregá-lo no colo, abraçá-lo e dizer que tudo daria certo
O olhar curioso e perdido permaneceu por alguns meses
Chegava de mansinho, quase que pedindo permissão para fazer parte do cenário
Fazia tentativas esporádicas de também ser necessário
Mas se sentia um estranho no ninho
Perdeu seu reinado
Eu não era mais dele. Pertencia a outro
E esse outro era egoísta, só me queria pra ele. Não dividia
Isola-se
Mas com o passar do tempo vê que o inimigo parece precisar também do seu afago
Aos poucos, o temor vai dando lugar a um sentimento tão intenso que ele se assusta de novo
Mas sente que é bom
E percebe que quer voltar mais cedo pra casa porque sente falta daquele novo ser
Que engraçado...sentir falta de um estranho...
Porém, com aqueles olhinhos tão meigos e aquela pele tão suave, como não amá-lo?
E o sorriso quando ele volta do trabalho? Nada mais recompensador.
À medida que o estranho cresce, cresce também a saudade, o amor, a vontade de cuidar, de participar
Descobre-se tão cheio de jeito. Orgulha-se. Grita ao mundo que é dele
Finalmente, está inebriado...de amor.

Dedicado ao pai do Daniel. Companheiro de longa data, ombro tão amigo, parceiro de vida, de quem orgulho-me todos os dias.


Mãe deixa de ser jovem?

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O discurso de que depois que temos filhos não temos mais tempo para nada é conhecido de todos que vivem a maternidade/paternidade. É bem sabido que muitas noites serão em claro e que qualquer "brechinha" a gente quer mesmo é dormir. Passam-se os meses mais cansativos, mas, a vida continua muito atarefada para pensar em diversão. Leia-se: diversão adulta, porque claro que com os filhos há diversão, porém, bem diferente da que estávamos acostumados antes deles. É sabido também, que culpa é um negócio que parece não ter fim. E pensar em diversão SEM os filhos parece que não podemos mais. Será mesmo? Eu sempre tive uma vida agitada antes da maternidade. Muitas viagens, muitos bares, muitas baladas, muitas reuniões na casa dos amigos, ou seja, a vida era um superlativo só! Quando decidimos engravidar, tínhamos a certeza de que essa vida social intensa iria ser abandonada por um período, mas, não para sempre. Digo isso porque nunca fomos demasiadamente caseiros para gostar da vida pacata pela eternidade. À medida que o Daniel foi crescendo e o cansaço diminuindo (em proporções não tão equivalentes), a vontade de ter uma vida mais agitada surgiu. Claro que nada comparado ao que vivíamos antes, até porque foi uma fase que vivemos exaustivamente e passou. Porém, um jantarzinho ou um cineminha despropositado no meio da semana e encontrar os amigos sempre que possível, isso não abrimos mão. Para que essas "escapadelas" sejam possíveis, eu conto com a ajuda da babá que mora conosco ou com meus pais, quando eu viajo. Entretanto, prefiro só sair de casa quando já coloquei Dan para dormir, pois temos todo um ritual para a hora do soninho e sou eu quem o realiza todos os dias. É um momento muito nosso que não gosto de abrir mão. Porém, quando termino de fazê-lo dormir, já é perto das 21h e o cansaço bate. Mas, se não fizermos um esforço, vez ou outra, vamos morrer encalhados no sofá assistindo a novela das 21h e ninguém merece, né?! A maternidade muda muito a gente, mas, creio que deva ser para melhor e não para viver se lamentando do cansaço e da falta de tempo. O homem adapta-se ao meio, então, com jeitinho, dá sim para se dar um tempo para curtir um jantar a dois ou os amigos queridos. A gente se sente mais leve, a cabeça dá aquela arejada e voltamos pra casa com as energias recarragadas por boas risadas. Não se permitir sair da rotina é muito estressante e estresse deixa a pessoa com um ar pesado, sério, impaciente. Penso que a seriedade em demasia não envelhece apenas o corpo, mas, principalmente a alma. Sair com os amigos, fazer uma viagem curta pra namorar, tomar um chopp etc, não mede a responsabilidade de ninguém. Os filhos sempre serão prioridade, mas, gosto de me dedicar tempo algumas vezes, afinal, né, gente, mãe também é jovem!


Você sabe o que é doula?

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A maternidade é mesmo algo transformador. O que mais tenho visto por aí são mulheres que se reencontraram após terem se tornado mães. Um belo exemplo é o da Renata Mourão Rivas  (www.betapositivo.com.br), antes economista e pesquisadora, e hoje, após dar à luz ao seu Ian, descobriu-se doula. Para quem não conhece o trabalho de uma doula, recomendo uma visita no site da Renata, onde você vai encontrar toda a explicação desse universo lindo que é o parto humanizado e acompanhado por uma doula. Ela esteve presente na Feira Baby & Kids e o blog foi lá conferir:




O Blog na Feira Baby & Kids!

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No sábado, dia 29, aconteceu a 1.ª edição da Feira Baby & Kids Manaus, no Centro de Convenções do Manaus Plaza Shopping. Foram 3 dias cheios de palestras bacanas, com profissionais das mais diversas áreas, desfile de moda de crianças, brincadeiras e lojas com preços diferenciados para a alegria das gestantes e mães que deram um pulinho por lá. O blog participou de um bate-papo com algumas mamães presentes. Obrigada pelo convite, Caroline Coronel Argenta!






Meu filho é um gênio

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Pesquisas e mais pesquisas estão sendo realizadas e todas comprovam a mesma coisa: exagerar as atividades para as crianças é um ótimo começo para o ESTRESSE. Atualmente, quando se fala de infância, pouco se ouve falar do brincar pelo brincar ou do simples "fazer nada". O que mais se ouve falar em rodinhas de amigas e recém-mães é o número de atividades que as crianças têm sido submetidas cada vez mais cedo. Seja pela vontade de querer ter uma criança muito preparada para o mercado de trabalho (?) que a vida adulta lhe aguarda, seja pela culpa de não estar presente (e então é melhor que a criança tenha tantas ou mais atividades que os pais, assim todos chegam cansados e não  sobra culpa pra ninguém), o que veremos, em alguns anos, são consultórios de terapia infantil cada vez mais lotados. Eu fiquei em casa até os 3 anos de idade, quando, então, fui para escola. Cheguei a fazer natação e depois dança, mas, não gostava muito e minha mãe não forçou e eu voltei pra natação. Minha vida era bem tranquila. Havia muito tempo para as brincadeiras, para o sono e para fazer as tarefinhas de casa. Tudo muito simples e sem estresse. O inglês só fui começar aos 9 anos, porque na chamada primeira infância (0-6 anos) as obrigações não podem ser muitas. Mas eu sou dos 80, né? As crianças do novo milênio precisam fazer esporte, kumon, inglês, francês, mandarim, canto, instrumento musical, plantar uma horta, ter aula sobre a sustentabilidade, UFA!!! Cansei só de escrever. Aí, no fim de semana ainda têm que dar conta de passear o dia todo, ir pra 200 festinhas de amigos, ir ao parque, porque, afinal, ficar em casa e "fazer nada" NÃO PODE!!
Lendo sobre o assunto, encontrei a seguinte matéria: "Será que existe um número certo de atividades por dia para cada criança? A maioria dos especialistas recomenda moderação: crianças de 2 anos não precisam de um monte de aulas extras ou de visitinhas na casa dos amigos no dia-a-dia. Pais e mães que trabalham foram costumam preferir que seus filhos tenham dias estruturados por tarefas, assim não ficam em casa "sem fazer nada". Mas, nesta idade, brincadeiras livres e sem compromisso ou uma ida ao parquinho já são suficientes para preencher a maior parte do dia. Não se preocupe porque haverá muito tempo pela frente para as aulas de língua, música, esporte ou os encontros sociais com amiguinhos. Neste momento, brincar à vontade é mesmo a melhor coisa para o desenvolvimento físico e emocional." (http://brasil.babycenter.com/toddler/desenvolvimento/trinta-um-meses/)
Em outra pesquisa (http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2011/02/opiniao-criancas-precisam-ter-tempo-para-brincar-e-descansar.html) encontrei: "Brincar é uma forma da criança organizar as coisas que vivencia, dando um sentido a elas. Não é algo inócuo. É no brincar que a imaginação da criança é estimulada, algo importante para o desenvolvimento da criatividade e, consequentemente, da inteligência. Assim, como, é importante uma sonequinha extra durante o dia. Momento que serve para descansar e ter mais energia para outros aprendizados. Como o adulto. Nada como um descanso para dar continuidade a um relatório que não saia do lugar. Não adianta nada as crianças terem muitas atividades, se não lhes sobra tempo para digeri-las. E incorporar o aprendizado delas ao seu repertório."
Vê-se que a preocupação com o excesso de atividades é algo mais comum do que se imagina. Eu chego a ouvir mães que parecem entrar numa disputa para saber qual criança é a mais inteligente ou a mais preparada. Até cheguei a pensar que eu estava sendo muito negligente, tendo em vista que meu bebê de 1 ano e 10 meses passa meio período na creche e só! Em casa, ele brinca e brinca e brinca. Ah, e vai ao parquinho do condomínio encontrar os amiguinhos no fim da tarde antes do jantar as 18h e 30min. Para mim, já é um dia cheio pela tenra idade, não?? Para terminar, quero dizer que meu filho vai fazer 2 anos e é um gênio! Um gênio em fazer arte, em fazer birra, em ser carinhoso, em ser "SÓ" criança, como tem que ser! Deixarei a agenda dele com bastante espaço "vazio", por enquanto.


Algumas dicas de cuidados na gravidez

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Estou naquela fase em que as amigas ou estão pensando em engravidar, ou estão grávidas ou ainda, acabaram de ter seus bebês. Então, vira e mexe, conversas sobre gravidez surgem em nossos encontros. E sempre que conversamos, eu acabo descobrindo alguma dica legal e por isso resolvi fazer um post para compartilhar o que tenho ouvido por aí. Vem comigo:
- Nos primeiros 3 meses de gravidez, o ideal é ter uma alimentação bem rica em proteínas e pouco carboidrato, pois a proteína ajuda na formação do feto. Sei que a vontade é de se abraçar com um saco de pão francês quentinho com manteiga e assistir televisão, mas, não é saudável nem pra grávida e muito menos para o bebê;
- Se você já pratica atividade física, após a liberação do seu médico, continue a fazê-lo. Se você nunca malhou antes, melhor ir com moderação e fazer caminhadas leves ou hidroginástica. Como eu já fazia musculação, continuei na gravidez, porém, com exercícios moderados e sempre medindo os batimentos cardíacos para não cansar demais;
- Tomar muita, mas muita água mesmo! Além de hidratar, evita risco de infecção urinária;
- Tomar banho de hidratante. Eu dormia brilhando de tanto que eu passava. Não sei se garante 100% o não aparecimento de estrias, mas, comigo funcionou e não ganhei nenhuma durante a gravidez;
- Um solzinho de vez em quando faz um bem danado. E se puder, pegue sol sem a parte de cima do biquíni que já vai ajudar a preparar os mamilos para amamentação;
- Tentar ter uma alimentação balanceada e ganhar 1kg por mês até o fim do segundo trimestre. Assim, você fica com uma "reserva" para engordar mais no último trimestre que é quando o bebê cresce e engorda mesmo, garantindo um ganho de peso total entre 10kg e 12kg;
- Dica de uma das amigas grávidas, é ter na bolsa lanchinhos saudáveis, como por exemplo, fazer um mix com frutas secas, nozes ou castanhas. Nutritivo e não muito calórico;
- Importante, também, para não perder a linha, é não ter em casa as famosas "porcarias" (chocolate, bolachas recheadas, salgadinhos e afins), porque na hora da fome, entre um copo de leite com aveia e a "porcaria", você, provavelmente, vai procurar o que não deveria ingerir;
- Deixar os saltos de lado ou só usar naquelas ocasiões indispensáveis. Dê preferência para solas anti-derrapantes, a fim de evitar quedas;
- Usar roupas confortáveis e nada de ficar apertando a barriga. Vamos deixar o aperto para o pós-parto, ok?
- Quando completei 28 semanas, comecei a sentir bem o peso da barriga, por isso, passei a usar uma faixa que ajudava a "segurar" o barrigão, o que proporcionava um enorme alívio na minha lombar;
- Sempre que puder, colocar as pernas para cima e tirar um cochilo. É bom pra você e para o bebê também. É bom que se aproveite para dormir durante a gravidez, porque depois que o bebê nasce, fica bem mais difícil descansar;
- Tente não se estressar com problemas que não exigem real atenção. É um momento em que serenidade e tranquilidade se fazem necessárias;
- Se você gosta de ler, dedique algum tempo para leituras agradáveis, inclusive sobre gravidez a pós-parto. Isso não garante que você não terá dúvidas, mas, ajuda a disseminar algumas;
- Sinta-se linda! É uma fase única da mulher. O poder é nosso. Então, aproveite para ficar mais bonita e radiante pra você mesma;
- Tenha por perto quem lhe quer bem e deixe de fora aqueles que são dispensáveis do seu dia-a-dia. Energia negativa a gente deixa longe!!!
- Cuide do espírito, independentemente da sua crença. Ter fé ajuda a superar momentos nem tão alegres que você possa vir a passar.
- Por fim, aproveite cada etapa dessa fase. São quase 10 meses que passam num piscar de olhos. Certamente, você terá a famosa saudade da barriga!

 É claro que existem muito mais dicas legais! Vou adorar se você quiser compartilhar as suas. Sinta-se à vontade!



"Roda Viva"

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Parece cliché e talvez seja mesmo, mas, tenho que declarar meu amor eterno a Chico Buarque! Adoro suas composições, adoro seus livros, adoro sua voz, enfim, sou fã mesmo! Sou daquelas que não tenho uma música preferida dele porque é impossível preferir somente uma. Eu tenho uma coleção de preferidas. Fazer o quê? Gosto e pronto! Porém, como não posso falar de todas ao mesmo tempo, escolhi uma que fala de tempo (mais uma vez!), que é algo que me faz parar(?) pra pensar sempre, pois temo não fazer tudo o que se deve fazer antes do fim chegar! (Suuuuper dramática). "Roda Viva" é de 1967, e, apesar de haver várias interpretações, inclusive sobre ditadura militar, a música é atemporal e se aplica perfeitamente ao momento que qualquer um de nós estiver passando. A minha percepção da música é no sentido de que tem certos momentos que a gente deixa de protagonizar um pouco a nossa vida e vive somente sendo levado pelos dias que se passam ou mesmo pelas pessoas que estão à nossa volta. Parece que nos tornamos apáticos e ficamos lá, estancados, enquanto tudo  e todos caminham. Por outro lado, a música também diz que, muitas vezes, por mais que a gente se esforce e tente fazer algo diferente, o destino vem e muda tudo. Ou seja, nem sempre as coisas acontecem como planejamos, porque existe uma força maior que comanda e leva todos os nossos planos embora. Engraçado é que já me vi ou me vejo em ambas as situações. Já fiz planos que não se concretizaram porque algo aconteceu, além da minha vontade, e por isso não deu certo. Bem como tenho pensado muito ultimamente se estou fazendo algo por mim mesma ou se estou tão-somente vendo a vida passar...ser protagonista da própria vida requer um esforço enorme para se descobrir quem se é ou o que se quer de verdade. E eu ainda estou cheia de dúvidas...enquanto as certezas não vêm, sigo cantando:

"Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá

Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a roseira pra lá

A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua, a cantar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a viola pra lá

O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a saudade pra lá"

(Chico Buarque de Holanda, 1967)


Feira Baby & Kids Manaus

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Acontecerá em Manaus a 1.ª Feira direcionada para mamães, gestantes, bebês e crianças! O blog estará presente no dia 29/09, as 17h!! Obrigada pelo convite, Carol Coronel!!


Epifania

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O tempo é algo mesmo fantástico. Só ele é capaz de fazer você entender certas coisas, superar outras, seguir em frente, mudar, sentir-se melhor que antes, amadurecer, conhecer a si próprio, redescobrir-se, saber melhor o que se quer para o futuro, enfim, o tempo é muito sábio e é bom que a gente aprenda logo isso. A maternidade aconteceu um pouco às avessas para mim, conforme já tanto falei em posts anteriores. Hoje, sou tão diferente de dois anos atrás que eu poderia me resumir numa frase que li dia desses: "Desculpe-me, não reconheci você: eu mudei muito" (Oscar Wilde). É que fui invadida por aquele amor inigualável que tanto se ouve falar chamado amor de mãe, que eu renasci de dentro para fora ao longo desse tempo. Por meio da gravidez, é nos dada a oportunidade de entender as transformações que a maternidade nos causa. Ocorre em nosso organismo uma avalanche de hormônios e mudanças externas, cuja finalidade, além de guardar nosso bem mais precioso até que ele esteja pronto, é a de preparar a mulher para o que está por vir. Parece que a natureza quis dizer: "olha pra você! Tá vendo? Você não é mais a mesma! Tá vendo esse barrigão aí? Pois é! Tudo será diferente daqui para frente!" Acontece que eu não entendi esse recado...as transformações externas que meu corpo sofreu não foram suficientes para que a mudança interna acontecesse. Isso só foi possível com o TEMPO! E daí que esse tempo me fez amar mais e mais e mais a cada dia, até que, finalmente, BUM! A epifania que eu tanto buscava aconteceu. A última peça que faltava para eu fazer a compreensão do todo completou-se, e com ela, veio também a tal simbiose que eu sentia em relação a minha mãe (a qual já falei por aqui). O encontro entre mim e Daniel aconteceu e a gente não consegue mais se desgrudar. Quando ele está comigo, ele não quer estar com mais ninguém e isso é tão verdade que ele olha para quem estiver perto (às vezes, incluindo o pai, coitado!) e diz "tchau", numa tentativa de fazer a pessoa entender que ela ali está sobrando! Ele quer assistir os desenhos no colinho da mamãe e tomar o gagau no colinho da mamãe e sair pra passear com a mamãe. Esse elo tem me deixado numa certa crise porque ao mesmo tempo que eu também quero estar sempre disponível, eu tenho as minhas obrigações e necessidades, que não posso adiar para sempre. Mas aí eu penso que essa fase passa tão rápido e logo ele vai estar ME dando tchau porque já vai ter seus programas preferidos e festinhas etc. Ó, dúvida cruel. E então é melhor lembrar do tal equilíbrio que também já foi tema deste blog e deixar filho e mãe satisfeitos, sem querer um sufocar ao outro, porque amar também inclui liberdade e liberdade lembra espaço, o qual se faz necessário em todas as relações, inclusive na de pais e filhos. É, minha gente...o aprendizado continua e não há de ter fim...


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