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"Nossos Momentos"

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O blog Recanto das Mamães Blogueiras propôs uma Blogagem Coletiva super bacana. Hoje estou participando dos Nossos Momentos para mostrar a aventura de fazer um bolo de chocolate com o Daniel! Ele ADOROU!!! E eu fiquei muito orgulhosa do resultado!!!










"ode" às mulheres

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Eu já li muitas vezes por aí, o quanto nós mães nos sentimos sobrecarregadas por acumularmos tantas funções etc. Li opiniões no sentido de que nós, muitas vezes, acabamos não permitindo que o parceiro participe mais da vida doméstica porque achamos que somente nós somos capazes de fazer o melhor. Li, também, que temos que largar mão de queremos ser heroínas e chamar o "digníssimo" para ser mais participativo nas coisas do lar e dos filhos etc. Não foi e nem é diferente comigo. Claro que cada lar tem suas peculiaridades, mas, acredito que a maioria das mulheres padecem dos mesmos dilemas e frustrações domésticas. Talvez a gente crie muitas expectativas em cima dos homens, achando que a chegada de um bebê vai transformá-los na mesma proporção em que ocorre conosco. Porém, acho que isso não é uma realidade para a grande maioria. A verdade é que a vida deles é muito pouco agitada com a chegada de um bebê. E isso começa desde a gravidez. São as mulheres que passam pelas limitações que gerar uma vida traz, como por exemplo, diminuir o ritmo de trabalho, de saídas, de atividades físicas. Nosso corpo pede a desaceleração, por mais que se tenha a mais saudável das gestações. E aí, vem a quarentena. Um período chatérrimo pelo qual somos obrigadas a passar para que o corpo se recupere daqueles 9 meses e do parto. E vem então a fase da amamentação, que além das dores, traz o adeus à liberdade, porque você não manda mais nem no tempo e muito menos no seu corpo. Você estará à disposição 24h por dia para aquele serzinho esfomeado. Aí, quando o bebê completa uns 90 ou 100 dias, é que você começa a poder querer tentar ter uma vida um pouco mais fora da prisão situação em que você se colocou, já que os horários das mamadas são mais espaçados. Mas o cansaço é tanto, que você ainda não se sente preparada para ver a vida lá fora. E enquanto isso, na Floresta Encantada dos homens, o mundo continua a girar normalmente. Eles dormem 8h por dia, fazem atividade física por amor e não porque precisam perder 10kg, vão para o trabalho e conseguem se desconectar completamente da casa e dos filhos, chegam em casa, a geladeira está cheia e arrumada, a casa um brinco e a esposa...um caco(rsrsrsrsrsrsrsrsrsrs). É claro que no meio disso tudo, há uma participação cada vez maior desse pai, à medida que o bebê vai crescendo e precisando menos daquela simbiose com a mãe. Colocando essa situação para a minha realidade, eu sou do tipo que peço ajuda sim. Não sou de achar que só eu faço melhor, até porque tem horas que eu me sinto esgotada física e emocionalmente e digo: "pega que também é teu"!! (quem nunca?). Eu não sei se estou conseguindo me fazer clara, mas, o que estou querendo dizer aqui é que a carga mais pesada é quase sempre da mulher. Nós praticamente somos as responsáveis por um relacionamento dar certo ou ser fadado ao fracasso. Bem como se um filho será bem criado ou não. Se a casa estará em ordem ou um completo caos. Se haverá festinha de aniversário ou será só um bolinho pros mais íntimos. Se vamos viajar de férias ou vamos economizar para a troca do carro etc. Somos nós que abdicamos muito mais do individualismo em prol da parceria. Li dia desses que o amor de hoje depende do quanto estamos dispostos a abrir mão do individualismo. E isso é tão, mas, tão verdade! Se formos querer nossas vontades sempre em primeiro lugar, acredito que quase não mais haveria relacionamentos duradouros. A gente cede bem mais que os homens, não há dúvida!! Apesar disso soar como reclamação, quero dizer que isso é tão-somente uma constatação clara e evidente da realidade que nos cerca. Aqui e ali vejo lares bem modernos, com a vida doméstica super bem dividida. Mas isso é ainda exceção a nossa volta. Quando converso com as minhas amigas que são casadas e têm filhos, TODAS estão muito cansadas de terem que se subdividir tanto. E olha que a maioria tem ajuda terceirizada! Dou um viva às mulheres que não tem e são completamente sozinhas!! Quero dizer que vocês têm meu eterno respeito e admiração!! Digo isso porque se hoje consigo estar de volta ao trabalho, mesmo que meio período e tenho minha casa em ordem e ainda consigo fazer atividade física e sair com o marido pra jantar fora, ir a um cinema ou a um bar com os amigos, é porque tenho ajuda de pessoas que são meu braço e perna! Tenho por essas pessoas o maior respeito, pois, por estarem comigo, amenizam o trabalhão que é ser mãe, esposa, empresária e ainda dona de casa! Por isso, termino aqui o meu desabafo um pouco mais leve e bem mais orgulhosa de pertencer a um gênero tão forte e batalhador! Hoje não é dia 08 de março, mas, acho que nunca é demais enaltecer a força que temos! Um abraço a todas!!


Tenho medo das talimães!

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Já falei em algum lugar que de médica e louca, toda mãe tem um pouco. Só que eu acho que a intensidade da loucura é variável. E eu confesso que as talimães me deixam com medo. Um arrepio frio na espinha me ocorre quando leio ou ouço coisas muito rígidas. Exemplificando. Sabemos que a grande maioria das mulheres precisam ou querem trabalhar fora após a maternidade. Foi um salto que demos ao entrarmos pro mercado de trabalho, sem dúvida. Por outro lado, existem algumas mulheres que escolheram não trabalhar fora para estar com os filhos diuturnamente. Eu mesma fiz isso até os 18 meses do Daniel. Penso que, seja a escolha de voltar ao trabalho, seja a de ficar em casa para cuidar pessoalmente dos filhos, cada mulher tem suas razões para uma ou outra opção. O que me choca é saber que algumas tem a postura prepotente de dizer que se a mulher não pode ficar em casa com os filhos, então é melhor não tê-los. Isso me deixa perplexa. Como assim só pode ser mãe quem pode parar de trabalhar fora para trabalhar em casa? E se essa mulher for arrimo de familia? Ela não tem direito de ser mãe? E se o salário dela for muito importante para a casa e o marido não conseguir suprir a ausência disso? Eles não podem formar uma familia? Ou ainda, e se essa mulher quer se realizar profissionalmente, sem abrir mão do sonho de ser mãe? Não pode? Eu até entendo que para aquela mulher que prioriza a carreira e quer terceirizar a maternidade 100% seja melhor ela repensar a maternidade. Mas, e aquela mulher que, apesar de ter uma carreira, pode e quer se flexibilizar para tentar ser a melhor mãe possível? Penso que quando se escolhe ser multi-atarefada, ou seja,  trabalhar fora, ser mãe, dona de casa e esposa, certamente, algo ficará em segundo plano, mas, dá-se um jeito. Quando se quer muito e quando há amor, sempre se dá um jeito.
Do mesmo modo, tenho pavor quando ouço que só é mãe de verdade quem faz parto normal. Aff!!! Acho uma ignorância. Acredito que cada uma sabe o que é melhor para seu corpo, ué. E nem vou me estender nesse assunto porque já foi motivo de muita fúria na blogosfera materna.
O mesmo ocorre em relação à amamentação. É um processo não tão fácil quanto a propaganda em prol do leite materno tenta nos fazer acreditar. Eu sofri muito pouco e tenho ótimas lembranças desse período. Mas, tenho muitas amigas que sofreram muito pra conseguir amamentar e outras que nem sequer conseguiram. Apesar de ser um ato de amor fantástico, a amamentação não é a única forma de transmitir amor ao seu bebê. Portanto, também não acho bacana ler/ouvir quem acha um absurdo não amamentar.
E ainda tem as que condenam a escola. Mas, gente, por favor! Nem toda mãe pode ficar em casa até o filho completar 4 anos de idade! Se você pode e optou por isso, ótimo. Mas, dizer que é um absurdo quem coloca antes é mais absurdo ainda. O ideal para uma pessoa não necessariamente é o mesmo ideal para outra. Há quem ache que a socialização tardia é um prejuízo e há a corrente contrária. Aliás, há corrente pra tudo. Eu sou da corrente do "faça o que seu coração pedir e liga aquele botão para o que falam para você". Porque opinião todo mundo tem, mas, só quem sabe o que se passa na sua vida é você. Eu adoraria livrar meu filho de todos os males do mundo. Porém, isso será bom para ele? Colocá-lo numa bolha é mesmo uma boa opção? Certamente há quem ache que sim. Mas não é o que eu penso e tudo bem. Viva o direito de escolha! Expor o que pensa é muito válido. A troca de experiências maternas é sensacional e é algo que eu aprecio muito no mundo real e virtual. Porém, dizer que o seu modo de educar é o único meio para atingir um fim é que não concordo. Penso que todo dia é dia de aprendermos algo. O que hoje nos soa como verdade absoluta pode não ser mais amanhã. Então, melhor não bradar aos 4 ventos uma "teoria" porque pode ser que você a repense num futuro  bem próximo. Eu mesma já tentei ser muito a dona da verdade, mas, depois de ser mãe, venho aprendendo a ser cada vez mais humilde porque é na experiência que se aprende que tudo pode ser muito diferente do que se imaginou antes de passar por determinada situação.



Dan levou a primeira mordida

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Passei pela primeira dificuldade em lidar com uma agressão sofrida por meu filho e nada poder fazer. Fui buscá-lo na creche e me deparo com uma mordida daquelas no braço dele. Motivo: briga por um aviãozinho. Confesso que, no primeiro momento, eu fiquei FULA da vida!!! Fiquei imaginando a cena, o choro, a ausência do meu colo para acalmá-lo etc. As professoras disseram que ele nem chegou a chorar e que logo foi dançar com as outras crianças. Pode até ser que ele tenha lidado bem com a situação no dia. Mas, voltar pra escola depois foi difícil. Disse a frase completa: "mãe, ficar em casa!". Meu coração despedaçou. Ele não estava doente e havia ficado bem durante a manhã. Tentei conversar durante o caminho, mas, ele foi triste o caminho todo. Ao chegar na creche, abriu aquele berreiro. As feições eram de insegurança. Deixei-o com o coração partido e liguei pra lá depois pra saber como ele estava e se eu deveria buscá-lo mais cedo. Disseram que ele estava super bem e animado e que fosse buscá-lo as 17h mesmo. Quando o peguei, ele estava bem, de verdade. Sorrindo, veio correndo me abraçar! Mas, no dia seguinte, ele fez a mesma cena pra ir. Agarrou-se nas minhas pernas para não ficar na creche. Porém, acabou indo no colo da professora sem o choro do dia anterior. Hoje, ele já foi muito melhor. Acho que a insegurança passou e ele lembrou de como a escolinha é bacana.
Conversei com outras amigas que já haviam passado pela mesma situação e o conselho foi: "Myriam, não se estresse porque não será a última vez, e, provavelmente, o Daniel pode ser o que vai morder na próxima e você também não se sentirá bem. Pense no outro lado." E eu então lembrei que Dan já havia sido chamado atenção por tentar morder e quando me contaram eu fiquei super mal. Ou seja, melhor mesmo é levar na esportiva e deixar que as crianças se resolvam. Afinal, nem sempre estarei por perto para livrar o Daniel de todos os males. É bom que ele aprenda a se virar sozinho em situações que não mereçam a minha intervenção.
Mas, tenho que confessar...ainda estou com uma pontinha de raiva!! Hahahahahahahahahahaha

Segue foto da mordida. Quem será que foi o "meliante"??






Selinhos

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Ganhei 2 selos lindos da Ana Caetano que mostro aqui pra vocês:



Obrigada pela indicação e pelo carinho! São lindos!



Daniel e os sapatos

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Passada a fase da paixão pelos baldes e bacias, eis que surge um novo amor...os sapatos!!! Gente, ele não pode ver alguém de sapato que ele já aponta e diz: "tatatoooo"...
Pai chega do trabalho e ele sai correndo! O pai fica todo feliz, achando que vai ganhar um abraço e tal...que nada, Daniel correu pra pegar os sapatos que o pai acabou de tirar e deixar perto da porta. 
E apesar de ele não fazer restrições ao gênero, pois pode ser sandália, sapato, chinelo, minhas sapatilhas e afins, ultimamente ele tem preferido a mais nova descoberta: as minhas botas! Elas estavam muito bem enfiadas escondidas no sapateiro, tendo em vista que moro em Manaus e por aqui andar de botas só se for galocha pra fugir de enchente. Porém, tenho algumas que uso quando viajo.  E Daniel, O Futriqueiro, não tardou a encontrá-las e fazer das  minhas queridas botas sua nova cobiça. Ele acha o máximo ficar com as botas cobrindo até quase a cintura. Não consigo entender o fascínio, já que ele mal consegue ficar de pé. Mas, sabe como é criança, né?! Não adianta dizer que vai cair, que é muito grande pra ele usar etc. Quer calçar e ponto! Então, para ilustrar, a foto do meu Gato de Botas!




Toda mãe é antítese e hipérbole

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Da poltrona onde embalava o recém-chegado, contemplava o nascer do sol.
Olhava aquele ser indefeso e sentia uma alegria triste porque já não sabia viver sem ele, mas, desejava estar só.
As lágrimas que derramava já não sabia mais se de medo ou consciência de que tudo ainda seria maior do que pensara.
Morria ao pensar que nada seria como antes.
Mas quando entendeu o que lhe estava acontecendo soube morrer de felicidade. (Myriam Scotti)

Em tantos relatos próprios e de tantas outras mães que li nos últimos 9 meses em que entrei para a blogosfera materna, eu poderia resumir todas nós em dois conceitos: ANTÍTESE e HIPÉRBOLE. Somos o exemplo máximo dessas figuras de linguagem. Ao mesmo tempo em que gritamos para o mundo o quanto amamos a maternidade, vem junto uma avalanche de sentimentos que parecem contradizer esse amor que tanto exaltamos. "Amo estar com meu filho. Mas, preciso de um tempo só pra mim". "Adoro amamentar, porém, odeio as dores que isso provoca". "Adoro ser mãe em tempo integral, mas, estou tão cansada". E ainda, "passei uma vida tentando fazê-lo dormir" (15min), "meu filho quase morreu de febre". "chorei um rio de tanta dor na amamentação". E por aí vai. Acho incrível o quanto a maternidade provoca a gente. É um eterno teste de paciência, de apredizagem, de memória, de teimosia etc. Sermos antítese e hipérbole é só a ponta do iceberg...ser mãe é complexo pra caramba, e, talvez, nem Freud explique! Só sendo mãe mesmo pra entender (ou não)! Hahahahahahahahaha


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