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10 coisas que eu gostaria de dizer a você, meu filho

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1) eu não te amei incondicionalmente desde o primeiro momento em que lhe vi. Nosso amor foi construído e a cada dia passei a te amar mais e mais, até chegar a doer; e isso é sem fim. O coração da mãe é algo tão imenso que jamais saberemos como cabe tanto sentimento;
2) eu tive o primeiro avassalador instinto materno e completamente irracional quando você, com 8 dias de vida, fez a circuncisão e um mundo de gente chegou perto demais, querendo (óbvio) lhe conhecer e eu queria "rugir" para afugentar todas aquelas pessoas;
3) eu compreendi que ser mãe não necessariamente faz a vida mais feliz ou melhor;
4) aos poucos, você me ensinou a pensar primeiro em você e muito, muito depois, em mim;
5) eu aprendi que abdicar de algo a seu favor, fazia-me mais feliz;
6) por mais que eu esteja fazendo o meu melhor, ainda assim, eu me culpo;
7) o tempo soube fazer o seu trabalho e me fez sentir o maior amor que o ser humano é capaz de conhecer e sentir;
8) Sim, eu te amo mais do que tudo nessa vida, mas, preciso de um tempo para mim, de vez em quando;
9) você me fez ter a coragem que eu jamais imaginei possuir, a força que nunca esperei alcançar e a felicidade que eu achava não merecer;
10) obrigada! Você não faz ideia da transformação que me causou. Em nenhum dos meu sonhos eu cheguei perto de imaginar que você seria assim tão perfeito para mim. Como disse uma grande amiga, você me fez cair de pé! E aqui estou pra você, sempre!




"Lá vem o sol"

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Desde muito pequena, tive contato com a música, apesar disso não ter me rendido qualquer talento. Meu pai toca violão e não sei quando foi que comecei a gostar do que ele tocava e cantava mas eu sempre estava lá, prestando atenção. Acho que foi por isso que eu tinha tanto interesse nas aulas de inglês...é porque eu queria entender do que tanto falavam aqueles que meu pai passou a juventude idolatrando, leia-se: The Beatles, Elvis Presley, Rolling Stones etc. Acho que boa parte da memória que tenho em relação ao meu pai, tem a ver com a música, tanto que sempre me identifiquei com o verso que Elis Regina entoava "nossos ídolos ainda são os mesmos e as aparências não enganam não..." aliás, quase todo o meu gosto musical aprendi ouvindo os discos (sim!! discos!! LP!!) do meu pai...e por gostar tanto de música, eu sempre tinha a preferida para o momento em que eu estava vivendo. Minha vida é cheia de trilhas sonoras. Rsrsrsrsrsrsrs 
Mas, afinal, o que quero dizer com isso? É que eu estava assistindo o filme das abelhas que passou na sessão da tarde com o Daniel e no final eis que surge uma das músicas que mais gosto dos Beatles: "Here comes the sun". Eu sempre adorei essa música porque ela dá uma sensação de leveza, de esperança e de que tudo vai ficar bem e que o inverno já passou. E quando começou a tocar, eu confesso que não contive as lágrimas porque há algum tempo eu achei que o inverno jamais fosse passar. Finalmente, parece que vejo o sol brilhar, vejo um mar manso e consigo sentir a tranquilidade que passei tanto tempo buscando. Após quase depressão, crises existenciais e sentir que não havia mais um chão para eu pisar: "Lá vem o sol"...



Here Comes The Sun


Here comes the sun
Here comes the sun
And I say
It's all right

Little darling
It's been a long cold lonely winter
Little darling
It feels like years since it's been here
Here comes the sun
Here comes the sun
And I say
It's all right

Little darling
The smiles returning to the faces
Little darling
It seems like years since it's been here
Here comes the sun
Here comes the sun
And I say
It's all right

Sun, sun, sun, here it comes...
Sun, sun, sun, here it comes...
Sun, sun, sun, here it comes...
Sun, sun, sun, here it comes...
Sun, sun, sun, here it comes...

Little darling
I feel that ice is slowly melting
Little darling
It seems like years since it's been clear
Here comes the sun
Here comes the sun
And I say
It's all right
Here comes the sun
Here comes the sun
It's all right
It's all right



O menino Daniel

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Daniel canta, dança e sorri para o espelho
Ele se pinta e se transforma
E eu fico de espreita
Querendo meter o bedelho

Daniel pula na cama
Quer pular mais e mais alto
Eu grito cuidado
E ele só diz que me ama

Daniel se esconde atrás do sofá
Brinca que é um gatinho
Diz que quer dormir
E vem correndo pro meu colinho

Daniel, o menino peralta
Está sempre a aprontar
E a mãe, onde está?
Sempre pra lá e pra cá


Doces lembranças

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Passei a infância sentindo cheiro de bolo assando enquanto eu lambia o restinho de massa que minha avó havia deixado pra mim. Ela era cozinheira de mão cheia, daquelas de forno e fogão. E eu adorava ficar lá naquela cozinha olhando ela bater a massa sem o uso de qualquer eletrodoméstico. Ela dizia que o bolo não saía tão bom. Bolo bom era com a força dos braços. Pelo menos o dela era!
Além dos bolos incríveis, da carne assada maravilhosa, da língua suculenta, do rocambole fofinho e recheado com o melhor picadinho do mundo, ela era conhecida por fazer o mais gostoso cuscuz de tapioca. Todo 12 de junho, que para nós não era dia dos namorados, mas sim o aniversário da nossa matriarca, ela fazia o cuscuz (e muitas outras coisas) para esperar a familia chegar e cantar os parabéns. Infelizmente, ela já se foi. Mas, conseguiu se eternizar entre nós deixando suas receitas, escritas com sua letra desenhada. Eu me descobri na cozinha depois que me casei. Aos poucos fui me sentindo segura para ir tentando mais e mais pratos. Como a responsabilidade de fazer algo que só ela fazia tão bem era muito grande, só tive coragem de tentar a primeira o cuscuz vez ano passado, ainda assim, com a supervisão da minha mãe (rsrsrsrsrsrsrsrsrs). Esse ano resolvi fazer de novo e foi muito bom receber elogios. E o sabor me fez recordar a cena que por tantos anos se repetiram: ela sentadinha no canto da mesa, com todos os ingredientes espalhados a sua volta...ainda bem que as lembranças podem ter sabor!





Natação - enfim, a primeira aula!

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Desde sempre pensei em colocar o Dan na natação, porém, ainda não havia conseguido. A partir dos 7 meses, ele começou com crises de amigdalites. Com 1 ano e 5 meses foi pra escolinha e vocês já sabem como foi difícil contornar adaptação e viroses semana sim, semana também...além disso, em Manaus, temos períodos longos de chuvas. Ou seja, tudo conspirava contra. Rsrsrsrsrsrsrsrsrsrs
Mas, o sol voltou a brilhar (MUITO), as viroses estão mais espaçadas e o grande dia chegou. Foi uma linda e ensolarada estreia. Daniel estava ansiosíssimo para conhecer a tia da natação. Foi para a porta esperá-la. Afoito que sempre foi, mal ela entrou na piscina, ele se jogou. E haja água para dentro do menino...faz parte. Eu também entrei na brincadeira e a farra durou 35 minutos, tempo suficiente para deixar mãe e filho DESTRUÍDOS! Hahahahahahahaha
Espero que logo, logo, eu tenha um peixinho em casa!






Desfralde - parte 2

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No último post sobre o desfralde do menino Daniel, a coisa estava evoluindo; tanto que, para total orgulho da mamãe e do papai, há mais de uma semana que passamos a ouvir "quero fazer xixi e cocô". Clap, clap, clap e muitos claps pro meu filho lindo!! Até o momento, mais dois escapes de xixi aconteceram por cochilos longos demais de manhã ou de tarde. E, infelizmente, como ele adoeceu feio e teve que entrar no antibiótico, veio uma diarreia que acabou por resultar em dois escapes de cocô na semana passada. Quando ele avisava, já estava saindo, tadinho!
Então que foram necessários 45 dias para que o pedido para ir ao banheiro acontecesse. Como relatei no post anterior, estávamos levando ele ao banheiro em intervalos para que, ao longo dos dias, ele amaduressesse e soubesse dizer que estava com vontade. E esse pedido aconteceu de forma espontânea e se tornou música para nossos ouvidos. E como consequencia, a fralda tem amanhecido cada vez mais seca, demonstrando a chegada da maturidade do meu ex-bebê! Acredito que em pouco tempo o desfralde será completo. Muito bom ver a evolução da espécie acontecer diante dos nossos olhos. O ser humano nasce extremamente dependente, ao contrario do que ocorre com os demais mamíferos. Somos necessários durante longos anos para que a cria saiba se virar sozinha. E eu estou adorando poder fazer parte disso, sentir-me responsável por cada conquista dele. Não tem como a mãe não se sentir poderosa. É assim que me sinto e acho que a maioria de vocês que me lêem. E vamo que vamo, que essa fase ainda não está completa, mas, já temos muito o que comemorar.


Sobre um segundo filho...

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Há algum tempo venho pensando em escrever sobre esse assunto, mas, sempre tive medo de não me fazer clara o suficiente ou de ser mal interpretada. Entretanto, acho que por manter um espaço em que tento jogar o mais limpo possível comigo mesma e com quem lê o blog, não é justo que algo que me vem sendo questionado tão frequentemente pelas pessoas, fique de fora. Tentarei ser o mais branda possível e entendam: as decisões são sempre passíveis de revisão. O que penso hoje, pode não ser o que pensarei amanhã. Vamos lá:
Ultimamente, venho sendo assombrada pelo segundo filho. Onde quer que eu vá, sempre vem a pergunta "quando você dará um(a) irmãozinho(a) para o Daniel?", ao saberem que ele já está com 2 anos e meio completos. Posso dizer, usando a expressão do momento, que tenho sofrido bullying. Tento me desfazer o mais rapidamente da pergunta, mas, não tem jeito...vem uma avalanche de explicações a favor de eu engravidar o mais rápido possível. E eu tenho preguiça de dar todas as razões que me levam a não optar pelo segundo filho. Porém, utilizarei o meu espaço para dizer que, por enquanto, ou, por toda a vida, ainda não sei, eu não quero o segundo filho; e a primeira razão é muito simples: eu não o desejo. Não mesmo. Estou muito bem realizada na maternidade. Não preciso de uma prole para conhecer o que é o amor de mãe. Não me sinto vazia e nem faltando um pedaço. E essa historia de que é bom ter um segundo filho para dar uma companhia ao Daniel é, na minha humilde visão, absurda. Se eu vier a ter outro filho, será porque eu o quero, eu o desejo, eu sonho com ele. Filho não é tapa buraco de nada.
Outro motivo que me leva a pensar com muito cuidado sobre a chegada de um outro bebê é o tempo (o vilão da vida moderna). Para mim, filho é sinônimo de dedicação, é renúncia, é desapego. Eu optei por parar por 1 ano e 5 meses até voltar a trabalhar, e, ainda assim, voltei somente por meio período. Eu não quero ter que parar de novo, bem como não quero ter que deixar um bebê numa creche ou aos cuidados de terceiros o dia todo. Se estou priorizando, neste momento, um pedaço do meu dia ao trabalho e não pretendo abrir mão disso (pelo menos por hora), não vejo porque colocar outro ser humano no mundo se não for para eu me dedicar por completo a ele. Vejam bem, isso é uma opinião muitíssimo pessoal. Eu entraria em total crise de culpa, caso não pudesse ser o mesmo que fui para o Daniel. Não seria justo com alguém que sequer pediu para nascer. 
Corroborando com o que penso sobre maternidade, a capa da revista Veja veio falar sobre mulheres que priorizaram a carreira e não querem filhos. Eu achei de uma sensatez  e serenidade invejáveis. Porque, definitivamente, a maternidade não é para todas. E se é para se ter um filho de qualquer jeito, eu me pergunto: pra quê, afinal?! Ora, é claro que não se precisa voltar a ser Amélia (que era mulher de verdade, será?!). Mas, ter 2, 3, 4 filhos e continuar a ter uma vida profissional super ativa, certamente não permite que essa mãe consiga ser tão presente assim. E tudo bem quem assim escolhe viver e se sente bem com isso. Afinal, cada um sabe onde o calo aperta. Porém,  EU NÃO CONSIGO! Não é pra mim essa prática. Até porque minha mãe abdicou 10 anos da vida dela para voltar ao mercado de trabalho. Minha avó morava conosco. Ou seja, a minha realidade era de mãe e avó totalmente presentes, com a figura do pai provedor. Eu desconheço a ausência. Eu não sei o que é aquele pedido de "vai trabalhar não, mãe!" que eu já tive que ouvir do meu filho e me doeu profundamente. E, talvez seja um sentimento egoísta para alguns, mas, eu não estou a fim de abrir mão do meu tempo e de tudo o que voltei a fazer agora que Dan está começando a me dar espaço. Estou feliz, serena, plena, e, por tudo isso, não vejo qualquer motivo que me leve a engravidar. Se daqui um tempo me bater uma imensa vontade de recomeçar, de renunciar e de me dedicar a um novo e lindo amor, tenham certeza que eu o farei muito feliz. Por ora, o Daniel me basta!



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