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A dificil arte de educar

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 Há um tempo que tenho vontade de escrever sobre esse tema, pois textos e mais textos transbordam na minha TL sobre educação infantil. Inclusive foi lendo um texto de um blog que acompanho que me acendeu a luz para escrever hoje. Palmadas proibidas, cantinho do pensamento proibido, correção proibida, vários estudos que comprovam que quase tudo que signifique punição causa transtorno ou dano. Sinceramente, as vezes me sinto em alto mar sem qualquer perspectiva de ser salva. Fico lá à deriva, à espera de um socorro que não sei se virá e na dúvida, também não saio do lugar com medo de perder um helicóptero que possa me salvar. É tanta gente dizendo o que deve ou não ser feito que uma onda de insegurança se alastrou nos pais dos últimos anos e uma geração de crianças mandonas tem aumentado na mesma proporção. Os pais temem os filhos, temem ser repreendidos pelos olhares alheios e ficam lá com cara de bolacha enquanto as crianças tomam conta da situação. Hoje, com um filho de 5 anos extremamente desafiador, tenho que dizer que conversar apenas não resolve. Ele dá de ombros, ele ri na minha cara, ele faz pouco, ele me ignora. Se já bati? Sim! No auge de um ataque de nervos bati em seu braço. Adiantou? Não!!! Fiquei mal? MUITO! Bater não educa, fato. Além de não educar só demonstra o quanto somos frágeis e podemos sair do eixo se não contarmos até 100 antes de levantar a mão. Mas apenas conversar também não funciona, pelo menos aqui em casa. É preciso fazer o Daniel sentir que perdeu algo para entender que o mundo não gira em torno dele, que ele não pode ter tudo o que quer e que há regras sim de boa educação. O castigo, para mim, ainda é a saída e danem-se os estudos que disserem o contrário. Ficar sem o jogo preferido do iPad ou sem a hora do videogame quando chega da escola ou ainda não ir mais dormir na casa da vovó surtem bastante efeito. Voz firme também ajuda muito. Depois sim, rola muuuuuita conversa e sem muito mimimi. Pergunto numa boa ao meu filho qual o motivo pra tanta reclamação e desafios...fico pensando que hoje nossos filhos vivem uma vida muito mais facilitada que as crianças de 50 ou 100 anos atrás e isso talvez gere menos frustrações, menos dificuldades, menos passar vontade, menos desejos quase impossíveis. Com exceção obviamente da parcela que sobrevive em meio à miséria, hoje as crianças vivem um consumismo grande sem muita dificuldade, até porque o crediário permite que quase todos os sonhos se tornem possíveis. Tenho a impressão de que tanta facilidade foi prejudicial. Tanto que é um exercício diário dizer não ao meu filho que por conta da imensa publicidade infantil, pede muitas coisas todos os dias e sei que se as tivesse, deixaria de lado em 10min. E dizer não é muito chato. Dá trabalho. Mas é necessário! Senão, que ser humano adulto meu filho se tornará? Vi e ouvi uma mãe não deixar o pai tirar um brinquedo da mão do filho - o qual estava sendo usado para bater em outras crianças - porque o filho estava gritando e chorando demais e ela não queria ouvir...eu também não queria ouvir meu filho berrando porque eu disse um não. É um saco! Mas escolhi colocá-lo no mundo. É meu dever educá-lo para esse mundo. não dá pra virar de costas, não dá pra passar a mão na cabeça, não dá pra deixar só dessa vez. A personalidade é formada até os 7 anos de idade. Todos os valores serão formados nessa fase e carregados pro resto da vida! Depois disso, fica muito mais dificil mudar. Há dias que me descabelo e choro com os desafios. Seria mais fácil deixar pra lá, enche-lo de aulas todos os dias, terceirizar 24h/7 dias por semana, dar tudo o que ele pede...mas não foi esse o compromisso que assumi comigo mesma de educar um filho. Leio tudo o que posso, converso e pergunto das professoras e pedagogas como proceder, mas me recuso a ser alheia. Não há manual de instrução disponível porque cada criança tem um temperamento e por isso não gosto dessas teorias absolutistas que aparecem por aí. E à medida que a criança vai crescendo, a forma de proceder tem que mudar. É óbvio que quando Dan tinha 2 anos e fazia birra não me sentia tão desafiada e enfurecida quanto agora que ele tem 5 anos e sabe responder muito bem quando quer. Uma criança de 2 anos no cantinho do pensamento realmente não tem valia alguma. Mas o Daniel, aos 5 anos, entende perfeitamente porque foi mandado pro quarto pra pensar. Inclusive, depois vou lá e pergunto se ele sabe o motivo dele estar lá e explico porque me chateei e todo o blá blá blá necessário. E ele responde e entende muito bem!!! Nos dias de fúria, peço ajuda do marido, porque humana que sou, sinto raiva e nessa hora é melhor que o outro mais calmo tome conta da situação. Só acho estranho quando leio ou ouço alguém dizer que nunca fica com raiva...ou a criança realmente é um anjo e diz sim para tudo sem jamais desafiar ou não sei o que pensar! Gosto da frase de um livro da Clarice Lispector quando ela diz: "a gente zanga sem deixar de gostar". É isso! Filhos nos levam à loucura mas deixar de amá-los é impossível. Aliás, só quem ama se descabela e se desespera. O desamor é a indiferença. Então, para mim, jamais o tanto faz!


A hora de dormir só, enfim, chegou!

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 Eu acredito que 9 entre 10 familias reclamam da questão do sono de seus filhos. Em praticamente todas as conversas das quais participei em rodas maternas, o sono (ou a falta dele) era o assunto top 5. Não foi diferente aqui em casa. Entretanto, a questão nunca foi "quando irei dormir a noite inteira?" porque sempre soube que por um bom tempo isso não aconteceria. Algumas abençoadas tem bebês que dormem desde o primeiro mês a noite toda, não foi o caso com os meus filhos. Mas eu estava preparada para um período sem dormir, mesmo tendo havido dias em que chorei de cansaço, eu sabia que isso fazia parte do pacote de ter filhos. Não é a regra que bebês durmam a noite toda e ponto. O problema foi quando Dan começou a dormir conosco (saiu do berço e foi pra caminha, encontrando o caminho do nosso quarto) e os anos foram passando sem que conseguíssemos colocá-lo de volta em seu quarto. No começo, além de cômodo, era muito gostoso. Ele ainda estava saindo da fase de bebê, dormia cedo, não tirava nossa privacidade. Porém, à medida que foi crescendo, Dan foi tomando conta do nosso espaço completamente. Não podíamos mais ver nossos programas, ele começou a dormir um pouco mais tarde, tínhamos que esperar ele dormir para termos um momento nosso, mas muitas vezes o cansaço era tanto que dormíamos junto com ele. Foram muitas e muitas tentativas de fazer o Dan dormir em seu quarto, mas todas foram frustradas. O empenho não durava mais que uma semana. Acabávamos cedendo e o colchão do Daniel voltava para o meu lado. Quando engravidei, fizemos outras tantas tentativas, mas eu não segui adiante no propósito. Eu estava cansada demais para ficar noites a fio indo e voltando. Havia muito choro, estresse e grito de ambos os lados. Deixei pra lá, mais uma vez. Isso me incomodava bastante porque eu sempre tinha conseguido concluir fases de forma bastante eficaz com o Dan: demos adeus à chupeta, às fraldas, às mamadeiras, mas, não conseguíamos dar adeus a esse imbróglio que virou a nossa hora de dormir. Muita gente me acalmava dizendo que um dia ele iria por si só para o canto dele, mas poxa, já são bons anos de quarto compartilhado e isso já não estava fazendo bem a nenhum de nós. Volta e meia esse assunto emergia nas conversas com meu marido sem contudo tomarmos uma providência de fato. Até que chegou sábado retrasado e num rompante que até me assustou, marido disse que a partir daquela noite Dan não dormiria mais conosco. E disse mais: estava disposto a passar quantas noites fossem necessárias levantando até Dan aceitar e dormir em seu quarto a noite inteira. Um frio na barriga tomou conta de mim, pois apesar de saber necessário, no fundo, eu ainda gostava daquela situação de mãe passarinho, sabe? Resolvi acatar a decisão. Afinal, se o marido estava tão disposto a fazer dar certo, não seria eu a contrariar. Foi difícil ver o pânico na carinha do Dan quando ouviu que a partir daquela noite ficaria em seu quarto. Eu quase desisti. Segurei firme o choro e o medo. Deixei que o pai conduzisse a situação. Por trêss noites seguidas, Dan acordou três vezes e lá eu via meu marido levantar e voltar depois de uns 20 minutos. Na quarta e quinta noites, Dan só acordou uma vez e em menos de 10min, meu marido estava de volta. Nas três noites que se seguiram, vimos que Dan levantou, abriu mais a porta para nos enxergar e deitou novamente sem nos chamar. Portanto, há 9 noites Dan não está mais em nosso quarto. Uma grande vitória, sem dúvida. E o Noah? Noah fica no quartinho dele desde a segunda semana de vida, pois começamos a ter ajuda noturna já que meu pós operatório não foi bom, a circuncisão do Noah deu um probleminha e ele sofria de forte refluxo, além disso, por ainda mamar de madrugada, possivelmente, o barulho de preparar a mamadeira, troca de fralda etc, acordaria o irmão. Para não incidir no mesmo "erro", prefiro manter Noah em seu quarto e eu vou até ele. Logo que nasceu, por conta da cesárea etc, ele dormia conosco mas logo que eu me senti melhor, eu que passei a ir até ele. Porém, assim que as mamadas da madrugada terminarem, os maninhos poderão dormir juntos e acredito que Dan vai ficar bem mais feliz!
 É muito bom ter nosso espaço de volta, apesar de ainda não estar totalmente acostumada a ver aquele espaço todo vazio ao meu lado! Muitas vezes dizemos que nossos filhos são dependentes mas acho que nós é que não conseguimos soltar as amarras...foi muito importante que o pai desse o basta e assumisse isso por nós. Eu realmente ainda não tinha tido sucesso porque eu não conseguia passar a segurança que o Dan precisava para ir dormir só. Eu queria meu espaço mas nem tanto, entendem? Confesso que meu sono está mais leve do que nunca. Ainda não estou dormindo com tranquilidade, mas sei que é uma questão de tempo. Foram anos com meu filho dormindo ao meu lado. Impossível em 9 dias eu estar dormindo sem sentir sua ausência. Esse "desmame" talvez esteja sendo mais difícil para mim do que para ele. Contudo, o crescimento de ambos vale a pena e a saudade!


Lançamento do meu livro "O menino que só queria comer tomate"

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 Dia 16 de março aconteceu o lançamento do meu livro "O menino que só queria comer tomate" aqui em Manaus, na Livraria Leitura, que fica no Amazonas Shopping. Foi uma noite muito feliz, em que pude dividir com amigos e familiares a alegria de um sonho realizado.
 O livro está à venda on line nas Livrarias Cultura e Travessa, bem como pela EasyBooks.
 Coração em festa!

Dan - O menino que só queria comer tomate



Sobre ajuda com os filhos

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 O debate está espalhado pelas redes sociais desde que as mesmas invadiram as nossas vidas. Vira e mexe, textos e mais textos polêmicos sobre criação dos filhos entopem nossa TL. Alguns que nos fazem repensar e rever nossos conceitos e outros que a gente preferia nem ter perdido tempo lendo. Mas são ossos do ofício. Nada mais democrático que praia e rede social. As pessoas se expõem da forma que acham melhor e vê quem quer. Uma das coisas que mais aparecem na minha TL, por exemplo, é sobre a tal terceirização dos filhos. Esse termo ganhou proporções gigantescas nos últimos anos. Quando falo sobre isso com as mães das décadas de 90 pra baixo, elas não entendem tanta discussão, tanta marginalização das mães que optam por métodos diferentes e tantos dedos apontados para as diversas formas de criar, fazendo surgir pequenas guerras entre os pais. Ultimamente, colocar filho no mundo, além de todas as dificuldades que já se sabe, ainda temos que enfrentar uma enxurrada de críticas, que as vezes me deixa que nem cego em tiroteio, DESNORTEADA. Quando se começa a falar em opções: escola, babá, avós, a própria mãe etc., D us do Céu!! É complicado! Li tantos textos esculachando as mães que optam pela babá. Mas, sinceramente, é melhor mãe aquela que rejeita a ideia da babá mas põe o filho na escola o dia todo ou deixa com os avós paternos ou maternos? Porque, veja bem, em quaisquer das hipóteses acima, não é a mãe que estará educando o filho. O tempo que a criança está passando é com um terceiro, ou não? Para mim, é uma constatação óbvia. Só que parece mais bonito dizer que não precisa de babá. O que quero defender aqui não é a necessidade da babá ou da vovó ou da escola, e sim as escolhas de cada um e menos julgamento e palpite na vida alheia. Acho que cada pai e mãe sabe o que é melhor para a familia. O importante é estar tranquilo com a escolha que fez.
 Eu tenho a sorte de conviver e conversar com pessoas que vivem todas as realidades possíveis. Eu mesma, ao longo de 5 anos e 3 meses como mãe, já passei por três fases: ajuda integral; sem ajuda; e ajuda parcial. Hoje, com muito mais convicção do que quando comecei a maternar, digo que a coluna do meio funciona muito bem para nós aqui. Como ser humano, tenho as minhas necessidades e ser mãe é um pedaço do todo mas não o todo. Fui notando ao longo do tempo também, que as amigas com ajuda eram bem menos estressadas do que as que nunca tinham ajuda, seja de qual tipo for. O que me levou a outra questão. Seria necessário menos ajuda de fora SE os pais assumissem mais ativamente seu papel de educador e permitissem que as mães tirassem algum tempo para si? Fico então com essa pauta pra pensar porque por aqui tempo esgotado. Hora da papinha do Noah e do almoço do Dan! Fui!!


A chegada dos 35 e o Rubem Alves

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Faltando apenas 2 dias para completar 3.5, ando nostálgica. Ontem ouvi um rock que me remeteu direto as minhas idas ao Bar dos Hell´s Angels...lugar que adorava, mas não existe mais...era 1998, 17 anos, caloura da faculdade de Direito da antiga U.A, hoje UFAM, recém-namorada do meu marido, recém liberta dos nãos dos meus pais, podendo, finalmente, sair à noite com os amigos e chegar depois da meia-noite!! Uau!! Eu estava no céu!!! Os tempos de faculdade foram os melhores da minha juventude. Conheci o amor da minha vida, fiz os melhores amigos que a vida poderia me dar (os bons perduram até hoje), achei que havia encontrado a profissão mais legal do mundo, fui às melhores festas e baladas, passei por 3 greves da universidade que me permitiram viagens e muitas idas aos bares da cidade, onde, desculpem os adeptos do wey protein, tem-se as melhores conversas e as amizades são pra sempre, afinal, desculpem mais uma vez os adeptos do wey, não confio em quem nunca bebe ou não come açúcar de vez em quando. 
 As memórias ainda são frescas e ouso dizer que parece que foi ontem que vivi tudo isso aí. É que ando assustada que agora começo a ficar mais perto dos 40 do que dos 30...é dificil...a certidão de nascimento não mente mas quero dizer que ainda me sinto com 25..hahahahahahahahahaha...ando com certa dificuldade de responder à pergunta "quantos anos você tem?" pior ainda é preencher formulário que não se contenta com data e mês de aniversário. É mesmo necessário escrever o ano que se nasceu? Cadastro de loja eu me recuso a responder o ano que nasci. Pra quê?
 É quase impossível não se fazer um balanço da vida quando o aniversário está chegando. É que nem fim de ano...passa aquele filme na cabeça, a gente faz mil promessas, revê um monte de conceitos etc. Só não gosto de quem diz "a vida me trouxe até aqui..." porque, né? a escolha é nossa, então estou aqui por mim mesma. Olho para trás e vejo claramente que estou onde eu quis estar. Não foi por acaso não. Conforme o tempo foi passando, as escolhas foram se tornando diferentes do que eu havia planejado lá atrás. Fiz muitos planos, mas poucos efetivamente se concretizaram, porque quando vivenciei o momento, mudei de ideia. Sem dúvida, a maternidade foi o momento mais marcante, não por causa do amor pelo filho e toda aquela poesia que já se sabe, mas pela fenda dolorida que se abriu, fazendo-me ir em busca de novos planos porque eu não era a mesma de antes, em nada! Foram mais dores que amor...porque não é fácil desfazer-se do que parecia certo para ir em busca do que nem se sabe. É difícil não saber mais quem se é e só saber quem não mais se é. Costurar uma vida nova em cima do que já se tinha é dolorido. Um novo casamento para uma nova mulher; uma nova atividade para uma nova pessoa; uma nova pessoa para uma recém-mãe. Hoje tá mais fácil lidar com tanta mudança. Já são 5 anos...o tempo não cura mas esfria as dores. E aí que lendo Rubem Alves, bem nessa semana que ando pra dentro, deparo-me: "a felicidade é um dom que deve ser simplesmente gozado. Ela se basta. Mas ela não cria. Não produz pérolas. São os que sofrem que produzem a beleza, para parar de sofrer..." (Ostra feliz não faz pérola. Alves, Rubem, 2014, p.12). E caiu como uma luva. Porque nos últimos 5 anos eu fui a ostra do livro...para parar a dor que o grão de areia causava lá dentro, criei algo brilhante em volta e hoje, como prêmio, tenho a pérola. E essa pérola não é só o que consegui conquistar, é também a ansiedade do que está por vir, o querer coisas novas, o contemplar o que já se tem sem perder o interesse pelo que ainda pode ser. É a mistura de satisfação e ambição, porque quero me sentir viva. Quem se contenta muito, parece-me que já se entregou. Eu quero mais! Bem-vindos, 35! Com saúde pra seguir e amor para fazer valer o esforço!


Rotina das crianças nas férias

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 No post passado, falei sobre as férias mas não deu pra contar os detalhes do dia a dia com as crianças. Comentei que a primeira semana foi difícil e agora posso explicar o motivo. Bom, tirar um bebê da sua rotina é um fator complicador. É um certo desafio viajar com bebês porque é impossível não mexer na rotina deles. Comecemos pelo voo de ida. Era as 14h. As 12h e 30min dei uma mamada ainda em casa e fomos. Ele acabou pedindo um cochilo na sala de espera. Entrou no avião dormindo mas depois de uns 40min, acordou. Enquanto isso, Dan, passada a primeira hora do voo, adormeceu e assim permaneceu por quase 3h. Eis aí uma grande diferença entre os irmãos. Dan sempre foi fácil de dormir em lugares diferentes. Não estranha, não se incomoda com barulho, sempre gostou de dormir no carrinho quando estamos viajando, enfim, tirando os momentos de birra, Dan sempre foi um companheirão de viagem. Onde quer que fôssemos, estava bom. Já o Noah...tem o sono leve. Por isso, qualquer barulho o acorda e não é muuuuito fã de dormir no carrinho. É preciso que esteja extremamente cansado para ceder ao sono. Tanto que das 5h de voo, ele só cochilou duas vezes, 40min cada. Para nossa sorte, apesar de não ter dormido muito, Noah é um bebê tranquilão. Ficou no colo, mexendo em uma ou outra coisa, deixando até a gente assistir um filminho. Não houve choro, nem dor de ouvido, graças a D us! Só que ao chegar no apartamento que alugamos, foi muito dificil fazê-lo dormir em um novo ambiente nos primeiros dias. Nosso sono estava picado e eu comecei a ficar bem cansada. Fui aos poucos tentando atrasar a rotina do sono, para que ao invés de duas mamadas na madrugada, mudássemos para uma. Com uns 9 ou 10 dias isso começou a funcionar. Começávamos a rotina do sono por volta das 21h e 30min, mamada as 22h e ele ia até 4h. Mamava e dormia até as 7h e 30min. Ufa! Comecei a ficar menos cansada. Com o passar dos dias, ele também começou a dormir mais no carrinho enquanto passeávamos. Algumas vezes, tínhamos que embalá-lo, mas outras o cansaço era maior que a vontade de ser embalado e ele dormia por si só. No quesito alimentação, avançamos pouco durante a viagem. Ofereci algumas frutas e dei papinha orgânica algumas vezes, que ele aceitou super bem, mas, antes da viagem, conversei com a pediatra e ela sugeriu que ficássemos mais no leite, pois seria dificil papas naturais e tentativas de três ou mais vezes a mesma papa ou a mesma fruta. Preferi deixar para avançar na introdução alimentar quando voltássemos para Manaus e eu pudesse preparar as papinhas. De qualquer forma, foi muito válida a experiência de introduzir algumas frutas e papas orgânicas por lá. Noah foi amadurecendo, ganhou dois dentinhos e quando chegamos, as papinhas foram mais facilmente aceitas. De lá para cá, ficaram claras algumas preferências: banana e tangerina em relação às frutas e papinha de frango com legumes em relação às comidinhas. 
 De toda essa experiência que passamos,  definitivamente, a dificuldade não é viajar com dois e sim um deles ainda ser um bebê. A preocupação com o bem estar é muito grande. Alguns horários tem que ser respeitados, é preciso saber se o lugar para onde se está viajando tem estrutura para bebês, porque imprevistos acontecem, invariavelmente. Lembro que quando viajamos com o Dan a primeira vez, houve as mesmas dificuldades. Mas depois que ele estava com mais de 2 aninhos, tudo se tranquilizou no que se referia à logística e assim, a dinâmica da viagem corre mais facilmente. A cada viagem com o Dan, a gente se surpreende mais. É lindo ver o amadurecimento e a nova perspectiva com que ele observa o mundo a sua volta. Por vezes, repetimos os mesmo lugares que outros anos mas o olhar foi totalmente diferente e cheio de opinião. Aliás, é o que de melhor trazemos nas bagagens: novas experiências e muitas historias para contar e guardar na memória. Viajar,  para mim, definitivamente, é um grande investimento que se faz para os filhos e para nós mesmos. É a possibilidade de, em um curto espaço de tempo, a gente se tornar diferente, só que para melhor.


As primeiras férias como mãe de dois a gente não esquece

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 Eu disse no post passado que voltaria pra contar...então, aqui estou eu, embora cansada e gripada, pronta pra relatar como foram os 20 dias de férias como mãe de dois.
 Comecemos ainda em Manaus...postei uma foto na hora do embarque com as crias no carrinho duplo que levei pra viagem na página que o blog tem no facebook. Uma leitora criticou o fato do Dan estar num carrinho, alegando que eu estava "infantilizando-o". Bom, acho redundante infantilizar quem ainda é infante. Uma criança de 5 anos no carrinho por causa de uma viagem longa e que vai exigir muito dele, soa-me bastante natural o uso de algo que foi inventado para facilitar a vida das crianças e dos pais. Afinal, íamos rodar em parques e claro que o Daniel iria se cansar. Imagina carregar quase 20kg por duas horas? Enfim, a viagem só confirmou que tomei a melhor decisão. O carrinho duplo foi muuuuuito útil. Tanto Dan quanto Noah dormiram e descansaram à vontade enquanto rodávamos pelos parques de Orlando, principalmente. Aliás, é quase impossível ver familias sem o uso do carrinho por lá. Legal pra quem tá grávida e em dúvida quanto ao modelo; é um mais interessante que o outro. Inclusive, as grávidas podem alugar cadeira para necessidades especiais caso não queiram se esforçar demais andando por 6h ou mais horas. Lembro que quando fiz o enxoval do Dan por lá, andei muito e tive que parar várias vezes pra descansar. Deveria ter usado a cadeira...rsrsrsrsrsrsrsrs
 Antes de irmos pra Orlando, passamos 10 dias em Aventura, um dos Distritos que mais gosto em Miami. Alugamos um apartamento de 2 quartos (minha irmã também foi conosco) pelo site Airbnb. Eu adoro o site, acho super confiável, demos sorte que a dona do imóvel era brasileira, assim ficamos nos falando via whatsapp. Chegando lá, já tinham sido feitas as primeiras compras, o berço pro Noah já estava montado no quarto do casal, tudo limpo e arrumadinho, conforme o prometido. Particularmente, depois que viramos pais, eu e meu marido preferimos nos hospedar em casa/apartamento. A gente gosta de dar espaço às crianças, cozinhar, fazer nada em casa, enfim...recomendo a experiência. Quanto ao carro, alugamos pelo site rent a cars mas caso você não goste de dirigir, baixe o app Uber e peça um carro. Eles estão a 2 minutos de você, onde quer que esteja. São carros novos, você já fica sabendo quem é o motorista, tudo super bacana e rapidíssimo! 
 Bom, a primeira semana foi puuuunk! Noah estranhou ambiente, um dente saiu e foi aquele enjoo e diarreias, dificuldade pra se adaptar à rotina, enfim, um perrengue. Lá pelo quinto ou sexto dia, as coisas começaram a se acalmar. A chegada da minha irmã também foi muito válida. Eram mais dois braços pra dividir os cuidados com as crianças. Pra completar, com a mudança de clima, marido caiu doente e depois foram adoecendo Dan, Noah e eu. Ainda bem que todos foram se recuperando de forma rápida e pudemos aproveitar os passeios a que tínhamos nos proposto. Eu e Giovanni sentimos o baque de uma viagem com mais um filho. Não é fácil, ainda mais sendo um deles, um bebê de 7 meses. A gente não costuma viajar levando a babá, é um momento que gostamos de estar só entre nós e apesar de entender quem opta por levar, mesmo estando bem cansada, perduro na decisão de que só a familia convivendo é muito bom!!! É uma oportunidade quase única de se observar diuturnamente o desenvolver dos filhos, sem perder nenhum momento sequer. Porque, infelizmente, na rotina do dia a dia, a gente acaba perdendo. Seja quando meu marido passa o dia trabalhando e não pode assistir aquela gargalhada linda que Noah aprendeu a dar, seja quando fui deixar o Dan na escola e deixei o Noah em casa e justamente nesse momento ele faz algo diferente e tenho que me contentar com o relato dos meus braços direito e esquerdo que me ajudam em casa. Seja algo surpreendente que a professora do Dan me conta ou manda foto pelo whatsapp. Essa convivência nas férias, que adoro chamar de imersão familiar é algo engrandecedor para todos. Há 4 anos repetimos esse momento e espero poder repetir por muitos anos. A gente tende a falar dos filhos sempre como algo pesado e extremamente cansativo (e é mesmo) mas deixa de falar mais sobre a beleza que é observá-los e criá-los. Os anos passam rápido demais e antes que eles deixem de querer fazer essas viagens com a gente, achando "mó pé no saco", sigo firme de que o melhor que posso oferecer para meus filhos é a minha presença e lugares e experiências novas. 
 Os primeiros dias em Miami me renderam um encontro inusitado. Pude conhecer pessoalmente a Rita, que conheci na blogosfera! Ela, que mora em Boston, estava de passagem por Miami, mandou mensagem pela página do blog no facebook e voilà! Pude conhecer a linda Liana!!! Batemos um papo incrível e foi uma noite muito bacana que guardarei com muito carinho.
 Dessa vez, só conseguimos ir à praia uma vez. O tempo esfriou e não pudemos desfrutar das praias lindas da Flórida. Mas quem quiser curtir uma praia que lembra a Califórnia, recomendo a visita às praias de Deerfield!! Muito lindas! A vantagem de menos praia é que pude levar Dan a lugares novos: Miami Childrens Museum, lugar muito bacana, super interativo, onde Dan pôde experimentar ser bombeiro, médico, piloto, policial, comandante, artista, músico etc. Outro lugar imperdível é o Planet Air, onde são espalhadas camas elásticas gigantes e muitas tirolesas e outras geringonças. Eu pulei horrores com o Dan. Adoramos muito!!!
 Como sou fã de museus, sempre que viajamos escolho uns pra levar o Dan. Deixo ele obsrevar e depois me dizer o que ele mais gostou e o porquê. Os escolhidos da vez foram o Perez Art Museum, o Vizcaya Museum and Gardens e o Wynwood Walls, que conhecemos ano passado mas estava com exposição nova. Todos lugares lindos que valem muito a visita, afinal, Miami não é só compras, ainda mais com esta cotação!! Rsrsrsrsrsrs
 Em Orlando, escolhemos os parques que interessavam ao Dan: Islands of Adventure e Universal Studios. Foi lindo demais ver os olhinhos dele brilhando ao ver os Transformers e todos os personagens dos Vingadores que ele tanto adora. Ele ficou em extase porque pôde ir em alguns brinquedos. Ficou se achando o grande! rsrsrsrsrsrsrs. O mundo de Jurassic park também foi muito bacana mas o brinquedo que ele queria estava com fila de 1h e não pudemos esperar pois estava perto de anoitecer e esfriar mais e quisemos poupar o Noah. Ficará pra próxima! Ah, em Orlando, também fiz uso do site Airbnb e escolhemos uma casa em Kissimee, que tem ótima estrutura, fora do bafafá da International Drive e perto dos parques ao mesmo tempo!

A querida Rita e sua Liana! Que feliz encontro!!!

Entrada do Pérez Museum


A arte do foguete que o Dan mais gostou no Pérez!

Conhecendo os Transformers


Com medo T-Rex

Os lindos jardins do Vizcaya

Eu minha irmã Rebs enlouquecidas com as incríveis artes do Wynwood Walls



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