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5 meses de Noah e algumas verdades secretas

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 Não é novela das 23h, mas quem é mãe de bebê sabe...a rotina exaustiva dá uma novela e tanto! Certo é que após o terceiro mês o tempo passa mais rápido. A gente começa a voltar a fazer algumas coisinhas por si e o sol para de nascer quadrado...rsrsrsrsrsrsrs. Noah tem uma rotina bem estabelecida e, como todo bebê, reclama se as coisas não ocorrem no horario devido. Fome e sono o deixam muito bravo e as 19h se atrasarmos o banho do soninho é um chorôrô daqueles bem agudos! A ordem é: banho, pijama, peito e berço. Seu sono é tranquilo até 1h ou 2h da manhã. Acorda para mamar e dorme novamente até 5h...mas nem sempre é um sono tranquilo. As vezes os gazes atrapalham e o sono fica extremamente agitado. Alguns dias da semana tenho ajuda noturna e é quando durmo a noite toda e acordo pela manhã para amamentar. Quando estou só, amamento todas as vezes. Por falar em amamentação, seguimos bem na forma mista. Tive medo que não fosse mais produzir leite mas graças a D´us está tudo ótimo e Noah mama a mamadeira ou o peito sem problema algum. Daqui duas ou três semanas vamos iniciar as frutas e é uma fase que me deixa ansiosa por saber se haverá boa aceitação ou não. Lembro que com o Dan foi muito bacana. Adorou de cara mamão e banana. Depois veio suquinho de laranja, papinha de pera, maçã (a única que ele rejeitou) etc. Uma nova fase que acho bem marcante na vida da familia. Aliás, falando em familia, coisa linda foi ver o amor do Daniel surgindo pelo irmão. Nada parecido com o dificil começo de meses atrás. Conforme fui voltando a ser mais presente na sua vida, Dan foi se apaixonando pelo irmão e entendendo que meu amor por ele continuava intacto. A insegurança deu lugar ao amor fraterno puro, genuíno, lindo de acompanhar. Vez ou outra uma ceninha boba de ciúme mas tudo bem, ele tem só 5 anos. Só 5 anos...parece que foi ontem! Meu bebê já está um rapazinho; sabe dizer a que veio e os desafios estão crescendo junto com ele. Nada fácil, mas ao mesmo tempo maravilhoso. Há dias em que minha paciência está no chão e minha vontade é de sumir 3 dias. É dificil lidar com o cansaço físico provocado por um bebê e ainda o cansaço emocional do mais velho. É uma dupla jornada que me faz vivenciar todas as cores do arco-íris, passando também por muitos tons de cinza! Porém, todo o amor se renova quando assisto e posso aplaudir a evolução de cada um deles. Tem uma coisa de ego, sabe? Mãe fica gabola quando filho é elogiado ou quando o vê reproduzir algo que se ensinou. Não tem jeito, mãe é vaidosa e gosta de ver resultado do seu trabalho. Quer coisa mais bacana do que ouvir seu filho dizer "por favor" e "obrigado" sem termos que dizer uma palavra? Ou quando ele reprova alguém que jogou lixo na rua? Ou ainda quando repreende aquele palavrão que você soltou num momento de muita raiva no trânsito? (quem nunca?)...pois é, nessa horas vejo que todo suor, cansaço, olheiras, desgaste etc, tem valido a pena. E não demora, já terei outro para me gabar dos grandes feitos, afinal, melhor que um, são dois me dando orgulho né não? Por isso, posso dizer que a vida vai bem, obrigada! Uns acertos aqui, alguns erros acolá, quilos ainda por perder, muitas horas de sono atrasadas, peitos que chegam primeiro nos lugares e somada a isso, uma vontade enorme de fazer meus seres serem cada vez mais humanos. Desse jeito vou vivendo, UM DIA DE CADA VEZ!




A primeira aula de dança materna do Noah

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 Ainda estou aqui babando as fotos da primeira aula de dança materna que participei com o Noah. Foi lindo, emocionante, relaxante, tudo de bom. Indico muito pras mamães que querem sair um pouco de casa, relaxar e bater papo com outras mamães! Abaixo, a explicação sobre o que é a dança materna e onde você pode encontrar aqui em Manaus:

O que é a Dança Materna? 
A Dança Materna é um projeto de atenção integral à mãe e ao bebê, desde a gestação até os três anos de vida. A aula para Mães e Bebês de Colo e Engatinhantes, mais do que propor que se coloque um bebê no sling e saia dançando, traz um olhar para a experiência estética vivenciada pela mãe e pelo bebê, para os cuidados com a mulher no pós-parto e com o bebê, sob os aspectos físicos, emocionais, do vínculo com sua mãe e da interação e das brincadeiras entre ele e os outros bebês. O contexto é considerado em toda sua complexidade e e delicadeza e o momento da dança é o auge nesta teia de sentidos e relações. 

A Dança Materna para Mães e Bebês, além de propiciar a vivência especial de dançar em dupla (ou em trio, já que o pai é sempre bem vindo), possibilita à mulher o retorno à vida social depois do parto, a otimização da redução de peso, reeducação corporal (que refletirá positivamente no modo de carregar e amamentar o bebê) e incentiva o mútuo-conhecimento entre mãe e filho. As aulas são ainda um momento de troca com outras mulheres que estão atravessando a mesma fase da vida.
Para o bebê traz o conforto do balanço na dança, proximidade com a mãe e relaxamento num ambiente onde a amamentação é incentivada. As mães têm relatado redução na incidência de cólicas e melhora no sono dos bebês.

Onde encontrar? 
As aulas acontecem em todo o Brasil, em Manaus no Beta Positivo Quintal 
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 Rua Natal, 601 Adrianópolis, com a profa. Thati Gobeth, todas as sextas às 14 horas e aos Sábados às 10h30. 
Maiores informações 

 3345-5005 | 98114-7343.
















A primeira viagem do Noah

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 Todo ano vamos a São Paulo pra revisão ortopédica do Dan, que usa bota desde os 2 anos de idade. Geralmente, vamos em agosto; mas com a chegada do Noah em junho, achamos melhor esperar ele completar 4 meses para estrear no avião. Eu não estava tão ansiosa porque minha experiência com o Daniel sempre foi maravilhosa em matéria de viagens. Dan adora viajar, não tem dores de ouvido, dorme bem durante o voo, seja diurno ou noturno e agora já presta atenção nos filmes e entretenimentos que as companhias aéreas disponibilizam. Foram 4 dias apenas, porém intensos para dar tempo de fazer tudo o que gostaríamos. Saímos de Manaus perto das 17h, usei sling para carregar o Noah, que é uma mão na roda, pois permite que os braços fiquem livres. Levamos uma mala para os dois, pois tentei ser bem econômica, já que era uma viagem curta e ainda trouxemos roupas sem uso. Apesar de sempre preferir viajar só nós, dessa vez meu braço direito em casa foi conosco. E foi ótimo! Como ela está em nossa casa há quase 4 anos, a sintonia é muito boa com as crianças e conosco, foi uma grande ajuda em todos os momentos, enfim, valeu! O primeiro dia em Sampa foi logo reservado pra consulta do Daniel. Saímos de lá muito felizes com a noticia de que o tratamento acabou e ele estava liberado da bota! Os pezinhos que antes eram chatos, criaram curva e o andar está perfeito! Os dias que se seguiram foram só de diversão. Conseguimos conhecer a Chácara da Turma da Mônica que encantou o Daniel e a todos nós. Eu que sempre fui fã de carteirinha e colecionei por anos as revistas em quadrinhos estava mais feliz que as crianças...rsrsrsrsrsrsrs...lugar ótimo para almoçar e brincar! A cidade estava cheia de entretenimento voltado para o dia das crianças. Levamos o Dan ao drive in do JK Iguatemi e ele curtiu muito. Saiu de lá feliz da vida carregando o seu carrinho feito de papelão. A sorte é que deu pra desmontar e trazer na mala! Rsrsrsrsrsrsrs...como estávamos com ajuda, eu e marido conseguimos sair um pouquinho e foi uma delicia encontrar pessoas queridas que moram por lá! O encontro mais inusitado foi ao acaso em um restaurante na Vilaboim, onde dei de cara com a querida Debora que escreve o Filhos em Quadrinhos!! Deb, amei demais encontrá-la ao vivo e em cores!!! Nossa! Muito bacana!
 A volta pra casa foi na manhã do domingo. As crianças estavam tão exaustas que dormiram o voo todo! Rsrsrsrsrsrs...viagem curta mas que valeu por duas!! Sou suspeita porque adoro SP, mesmo com transito, céu nem sempre azul e muito concreto!



Debora linda!! 






Da amamentação mista

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 Perto de completar 120 dias de amamentação, houve um susto. Acordei com peito cheio de leite, amamentei e fui ordenhar o outro, como de costume - desde que cheguei do hospital, ordenhei e fiz estoque de leite para quando eu voltasse a dirigir e a me ausentar, Noah tivesse leite garantido - enquanto eu ordenhava, fui conferir quanto já havia e para meu espanto, ao invés de 40ml de leite, havia somente sangue e um coágulo. Dei um grito, meu marido e minha secretária vieram me ajudar, limpei a mama esquerda, achando ser alguma rachadura, mas, a dor vinha de dentro. Ligo para minha mãe, que consegue uma consulta com o mastologista. Sou avaliada e graças a D´us o possível diagnóstico era de que um ducto havia rompido pelo trauma da bomba. Meses a fio ordenhando 3 vezes ao dia, fora a suga natural do Noah. O médico até sugeriu interromper a amamentação, mas pedi que não o fizesse. Ele então pediu a não ordenha até o resultado do ultrassom. Exame feito e constatado o rompimento por trauma. Ufa! Um grande alívio depois de mil maus pensamentos terem me assombrado. Mas, a ordenha teve que ser diminuída para 1 vez ao dia. Sendo assim, quando não posso estar presente, Noah toma fórmula, o que tem ocorrido 1 ou 2 vezes ao dia, no máximo. Há vezes que nem preciso. Foi dificil aceitar, mas da mesma forma que enfrentei o meu não parto, decidi ser feliz com o meu possível. Amamento 90% das vezes o meu pequeno e o medo dele largar o peito já passou. Entre mim e meu bebê está tudo ótimo. Dificil mesmo é encarar a obsessão de que é tudo ou nada: parto, amamentação, trabalho fora de casa, educação A ou B...nunca foi tão dificil ser mãe sem culpa. Os olhares e textos por aí criam um modelo ideal inatingível e eu estava me cobrando demais e sofrendo demais para ser esse modelo. Por duas vezes foi preciso meu corpo sangrar para que eu reconhecesse meu limite e entendesse que não preciso ser super em tudo! A cobrança é lá fora, porque aqui dentro da minha casa tenho o amor dos meus filhos e marido independentemente do leite materno ou da fórmula, da cesárea ou do parto normal, da educação assim ou assado. A gente faz um monte de planos e espera que tudo saia conforme o script mas nem sempre isso é possível. Perder tempo deixando de ser feliz por causa da mudança na rota é desnecessário logo em nossos dias em que o tempo corre tanto e contra a gente. Já disse o poeta e não à toa: Navegar é preciso. Viver não!


Super higienização no quarto do Noah (publipost)

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 Consegui sentar 10 minutinhos para agradecer a empresa Zelar que veio fazer uma higienização no quarto do Noah a fim de retirar aquelas impurezas que não conseguimos enxergar! O resultado é incrível!! Vocês vão ver o antes e depois abaixo! Segue a explicação dos serviços da Zelar aqui em Manaus:


Somos a Zelar - Soluções em Limpeza, empresa criada por dois jovens empreendedores amazonenses que traz à Manaus um novo conceito de limpeza para sua casa, empresa ou indústria e que agora introduz ao marcado novidades e serviços exclusivos, como o de higienização de ambientes, colchões, quartos de bebe, pelúcias, sofás, etc.
Segue uma breve descrição do serviço para conheça melhor o serviço que estamos tratando:
Realizada com a Rainbow Machine, um equipamento inteligente de limpeza e higienização que utiliza apenas água como elemento filtrante, sendo capaz de reter até 99% das impurezas existentes, dentre elas ácaros, poeiras e bactérias que são um risco a nossa saúde. O equipamento é certificado pela AAFA (Fundação Americana de Asmáticos e Alérgicos).
Com foco na SAÚDE o processo de higienização visa trazer bem estar para sua família e um ambiente mais agradável e livre de potenciais enfermidades para aqueles que vivem no local, principalmente recomendado por médicos especialistas para crianças e recém-nascidos.
Higienizamos sofás, colchões, tapetes, carpetes, cortinas, travesseiros e almofadas em geral, todos os tipos de pelúcias, berços, carrinhos de bebês, cadeirinhas de bebês e os mais diversos itens estofados.
Nosso serviço é  totalmente natural, sem uso de químicos. Elimina ácaros, poeira, pelos de animais além de outros causadores de alergias e problemas respiratórios. Conte com a zelar para cuidar da saúde da sua casa. Entre em contato conosco através do número: 98126-0270





Maiores informações podes encontrar nos seguintes endereços: www.zelarsolucoes.com www.facebook.com/zelarsolucoes

Olhem só quanta impureza acumulada!!!



AMORmentação

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 Às vésperas de completar 3 meses do nascimento do Noah, vim escrever sobre como está sendo essa segunda viagem no que diz respeito à amamentação, que para mim, é o que há de mais dificultoso na maternidade. A grande vantagem foi já saber que não é fácil e que o inicio é doloroso, mas que passa! Noah veio com fome de leão, fazendo uma pega corretíssima desde que saiu da barriga. A gente se entendeu de cara. Mãe que sabia amamentar, filho que sabia mamar. Foi lindo nosso encontro. Memorável aquele serzinho mínimo mamando como se sempre soubesse, agindo instintivamente. Ainda assim, doeu! Meu leite desceu no terceiro dia. Amanheci, do nada, ENORME, parecendo uma vaca leiteira, com febre e leite para três! Rsrsrsrsrs...mesmo com dor, ordenhei e comecei a estocar em saquinhos próprios no congelador. Passados alguns dias, ele mordeu meu peito direito e foi sangue para todo lado. Dois dias só amamentando com o esquerdo e muito cautelosamente tirando com a bomba manual leite do direito. Duas semanas depois, o episódio se repetiu. E para cicatrizar foram três dias. As dores da amamentação perduraram por uns 20 dias. Depois as coisas foram melhorando e amamentar começou a ser um pouco mais prazeroso e menos dolorido. Mesmo assim, com tanta ordenha, continuo sentindo dores em alguns dias. Já em outros sinto nada e é só alegria. Dificil mesmo é driblar o cansaço. Mesmo fazendo uso da mamadeira em uma ou outra mamada para eu descansar, o cansaço é alucinante! Aqui faço um parêntese para dizer que não tive problema algum em usar mamadeira. Algumas mães receiam que haja confusão de bicos e isso acontece mesmo com alguns bebês, mas, graças a D´us, não é o meu caso e continuo amamentando normalmente. Diferentemente do Dan, que mamava rápido e pegou chupeta, Noah AMA o peito, fica mais de 1h mamando e não quis chupeta de jeito algum. Testei, não quis e deixei de lado. Não sou a favor de forçar. Dan pegou de primeira e aos 2 anos largou. Mesma mãe, filhos diferentes e tudo bem! Só que cansa muito mais. Há dias que passo praticamente 4h sentada amamentando, principalmente final de tarde em que a necessidade de mamar aumenta. Houve dias que chorei. Sentei as 16h e 30min e eram mais 20h e ele não queria largar o peito. Arrotava e voltava ininterruptamente. Nesse dia, inclusive, cogitei não mais amamentar. Estava esgotada, chorei muito e quando finalmente Noah dormiu e eu também pude descansar por 4h, deixei para lá os maus pensamentos e resolvi que iria amamentar um dia de cada vez e assim sigo até o dia de hoje. O fato é que a amamentação exclusiva e em livre demanda é exaustiva demais, ainda mais quando a quarentena acaba e a gente começa a retomar as atividades de dirigir, fazer as compras da casa, cuidar do filho mais velho etc. Para que eu continue firme e forte no leite materno, ou estou amamentando ou estou ordenhando para que eu possa sair, resolver as coisas pendentes e voltar tendo pulado uma mamada. E nessas horas lembro dos trechos do livro da Laura Gutman, em que afirma que amamentação e liberdade são duas coisas que não coexistem. Uma derruba a outra! e é a mais pura verdade! Seguir no propósito de amamentar um filho é abrir mão da pouca liberdade que nos sobra. Há dias muito muito dificeis e dias que tudo flui maravilhosamente. O que me sustenta? A troca de olhar, o aconchego, as mãozinhas me tocando, a certeza de que estou tornando meu filho mais forte e saudável, enfim, o que me sustenta é o amor!




Por enquanto, mãe!

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 Passei uns 15 minutos embalando o Noah na cadeira de balanço que fica na minha sala de TV, cadeira essa, acreditem, que foi da minha bisavó. Os 15 minutos de embalo adormeceram o  pequeno, o que mais uma vez me rendeu a possibilidade de sentar e escrever algo sobre essa nova jornada de mãe. Antes, tenho que dizer que fico feliz por ter algo tão antigo assim adornando minha casa...fico pensando em quantas pessoas foram embaladas naquela cadeira, haja vista minha bisavó ter tido 10 filhos vivos, fora os que perdeu...fico pensando em como era possível dar conta de tantos filhos, eu que estou aqui perdida e morta de cansada apenas tendo 2. E há quem me pergunte quando tentarei a menina...devagar com o andor, minha gente! Dia desses jurei que só teria 1 e agora já querem 3?! Povo nunca tá satisfeito...aliás, estar NÃO satisfeito hoje em dia é o ordinário, dificil é alguém dizer que está pleno...são tantas as possibilidades de se ser e ter alguma coisa que a ansiedade é o novo mal do mundo. Digo isso porque há algumas semanas pintou a possibilidade de uma especialização, mas pra começar já em outubro em um horário que seria impossível manter a amamentação exclusiva; cheguei a me inscrever, porém, desisti. Pensei e repensei e não é o momento. Eu já havia me dado o resto do ano para me dedicar à maternidade, então, por que a pressa?! Especialização pode aparecer de novo. A infância dos meus meninos, só uma vez. E já que me é possível curtir esse momento, por que sabotar minha própria escolha? Não é muito fácil admitir que, por enquanto, ser mãe é a minha profissão. Eu que tanto me preparei pra ser profissional de respeito, ainda me deparo com a cara de espanto de alguns quando descobrem que do Direito, só tenho o diploma mesmo. Apesar de ser sócia de uma empresa, no momento, até ajudo a tomar decisões, mas tá impossível estar in loco. Acompanho, de longe, os movimentos, porque de perto são movimentos mais doces que me fazem terminar o dia cansada sonhando em poder dormir algumas horinhas antes da próxima jornada. Além dos doces movimentos do mais novo, acompanho de muito perto o crescimento do mais velho, que voraz por descobrir o mundo, faz também do meu pouco tempo que sobra o dele; e, mesmo não sendo fácil, sigo acreditando que só estando muito presente poderei ter orgulho de quem pus no mundo. Entendo, então, que não fechei as portas para mim. Mas vivendo, por enquanto, a vida dos meus filhos, as portas deles se tornaram as minhas, para que em algum tempo as minhas próprias possam ser abertas novamente. Realização pessoal difere de ser humano para ser humano, a minha por hora, é a maternidade, que entre momentos lindos e de prazer único, também rendem boas lágrimas de dor física e emocional. Pois como qualquer outro trabalho, tem seus maus momentos, com a diferença que não se pode tirar umas férias para recarregar as energias. Ainda assim, por escolha, deixei-me um tanto de lado para me doar um pouco a quem veio e quer ser cuidado. Quando eu tinha apenas o Dan a vida já estava tranquila, os horários bem estabelecidos e eu conseguia me virar bem no papel de mãe, esposa, empresária e dona de casa. Estava tudo tão certinho que, a pedido do Dan, escolhi bagunçar um pouco a vida e como quem monta um quebra-cabeças, estou tentando separar as peças por cores para então montar um desenho. Por hora, estou nas cores maternas, mas meu coração já pulsa por novos desafios, os quais no momento oportuno saberei enfrentar!


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