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Conformação que gera letargia Blogagem Coletiva - Coração Materno/Escolhas

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"Coelho tem muita dificuldade de pensar, porque ninguém acredita que ele pense. Tanto que a natureza do coelho até já se habituou a não pensar. E hoje em dia eles todos estão conformados e felizes". (O mistério do coelho pensante; Clarice Lispector)
A frase acima é a minha preferida desse livrinho que já li muitas e muitas vezes pro meu filho. E sempre que leio, um significado ainda maior parece surgir. Dessa vez, a frase me fez pensar que em meio a tantas mensagens e revoluções ativistas nascidas nas redes sociais e que findam por causar o espanto da mídia e de classes dominantes, o que de certa forma muito contribuiu para a mudança no cenário, antes tão estático no que diz respeito à escolha do maternar (amamentação prolongada, criação com apego, parto humanizado, alimentação saudável, infância sem consumo etc), tem uma ligação direta com o que Clarice já proclamava no século passado. Quando eu vejo a repercussão de algo que começou como um pequeno movimento de pais com vontade de mudar, gerando quase que uma comoção social clamando por mudanças, ou seja, quando deixa de ser virtual e vai para o real, eu me lembro da frase de Clarice. Por muito tempo, deixou-se de questionar métodos, receitas, verdades ditas absolutas e uma geração de pais e filhos passaram seus dias sem estourar a bolha. De antemão, aviso que não sou fã de extremismos e busco o equilibrio para mim e para minha familia, daí eu não abraçar uma causa com unhas e dentes porque penso que bom mesmo é tirar o lado positivo de cada uma delas e adaptá-las à realidade que vivo. Porém, devo reconhecer e aplaudir os que provocaram, questionaram, revoltaram-se contra "o sistema", pois acredito que não seja errado seguir algo que o médico falou ou que a revista indicou. Errado é não ter consciência de suas escolhas e fazer porque todo mundo faz ou porque alguém mandou. A conformação gera a letargia e a letargia gera o não progresso e nesse caso falo de não progresso emocional, que é bem mais grave que o material, a meu ver. Fico feliz de ver que movimentos surgiram na busca por uma liberdade do maternar, e toda liberdade, sabe-se, gera responsabilidade, por consequencia direta. E temo que por muito tempo, escolheu-se a não liberdade para não ter que tomar para si a responsabilidade que é escolher. Engrandecedor foi para mim querer, a meu modo, estourar a bolha e fazer o que não é esperado que se faça. Por mais pesada que seja a carga da liberdade, ela é preferível à conformação. Não gosto da felicidade burra. Prefiro o caminho mais árduo que me leve à felicidade consciente.



Dica de livros

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Incentivar a leitura nunca é demais e desde muito cedo gostamos de contar histórias pro Dan. Semana passada compramos dois livrinhos para sua "biblioteca". Um deles fez parte da infância de muitos de nós. O outro, eu não resisti quando vi o título e a parceria de Mauricio de Sousa e Ziraldo. Ambos já foram lidos, mas, o do reizinho é bem comprido e Dan não conseguiu prestar atenção até o final, porém, a história é ótima!!! 












33 (felizes) anos!

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Mais do que festejar a vida, penso que aniversário é dia de fazer retrospectivas e tentar descobrir a pessoa que nos tornamos até aquele momento. Se eu colocasse a minha vida em um desenho, seria, sem dúvida, uma grande montanha russa, com muitos altos e baixos e muitas vezes com loopings infinitos, já que tenho a "mania" de ficar presa em determinadas situações. Olhar para trás é algo que faço muito e por isso sinto muitas saudades. Mas a vida tem sido tão generosa comigo, que apesar de toda a saudade do que vivi e passou, eu estou feliz pelas conquistas que fiz e pela pessoa que venho me tornando. O maior de todos os feitos eu realizei: a maternidade. E com ela renasci e reescrevo a minha história. Por muito tempo os loopings eram tudo o que eu achava que tinha, mas como numa música que adoro, "é preciso se recompor. É apenas um momento que passará".

Para o dia de hoje, Stuck in a moment!




Namorar nas férias, comofaz?!

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Opa, que hoje a temperatura subiu no blog...rsrsrsrsrsrsrsrsrs
A gente sempre fala que tudo muda após a chegada dos filhos, principalmente no que diz respeito à vida conjugal. Acredito que há um verdadeiro reencontro do casal e novas regras passam a emoldurar a relação. E se no dia a dia, a gente já tem que rebolar para conseguir o tal momento a dois, nas férias, meus caros, é quase uma gincana! É preciso bom humor e leveza pra lidar com a NÃO possibilidade do namoro por várias vezes, pelo menos pras familias que optam por viajar sem ajuda de terceiros...e aqui não vou falar de prós e contras, mas, nossas viagens com o Dan são sem ajuda. Já tivemos a experiência de levar babá e não gostamos, então, somos nós três e ponto. Não digo que desta água não voltarei a beber (nunca se deve dizer nunca), porém, não está nos planos. Enfim, as nossas férias renderam momentos hilários no quesito "como ter um momento a sós". Cada soneca do Dan dentro do carro rendia olhares cabisbaixos nossos, pois pensávamos: "já era..vai dormir tardão" ou, quando, finalmente, conseguíamos colocar o Dan pra dormir cedo, abríamos um vinho, musiquinha tocando, super climão, masss, Dan começava a chorar por conta de um pesadelo e lá íamos acalentá-lo e o clima ficava mais frio que os ventos que andavam soprando em New York! Rá! Tal qual a lei de Murphy em que o pão só cai com a manteiga virada pra baixo, assim foram várias das nossas tentativas de esquentar o clima nas férias, sem falar de uma quase queda na banheira e um porta-toalhas quebrado, o que ocasionou corte de clima por risadas intermináveis. E foi assim, entre tombos, prejuízos materiais, cansaço, pesadelos e choros, que namorar nas férias foi missão quase impossível! Ainda bem que somos brasileiros e sempre damos um jeitinho, né?! ;P


Daniel e a (nova) escola

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Ano letivo começou por aqui e sacudiu a familia toda que estava há um mês em ritmo lento, fazendo o maior estilo preguiça. Voltamos das férias dia 14/01 e no dia 15/01 já começou a adaptação do Dan na nova escola. Eu estava bem mais ansiosa que ele, mas, ele estava animado e passou a amanhã falando que iria pra escola com a mochila nova e que ia brincar muito com os coleguinhas etc. As 12h e 45mim, pai, mãe, filho e todoooo o material escolar a ser entregue, saímos rumo ao que será a nossa segunda casa durante esse ano. Porque, para mim, a escola é a nossa segunda casa e familia, pessoas muito importantes e lugar onde começamos a enfrentar os primeiros desafios. Nesse primeiro dia, entramos com ele na salinha e pudemos ficar lá por 45 minutos, tempo em que Dan não quis sair de perto de nós. Os outros novatos estavam mais soltos e já começavam a interagir. Mas, isso não é novidade pra gente, já que Dan teve uma dificil adaptação na escola anterior. Quando a coordenadora pediu que saíssemos, Dan chorou muito e eu fui firme e disse que estaria do lado de fora, esperando por ele. Ao bater a porta, ouvi seu chorinho por menos de 1min. Em seguida, olhei pelo vidro e Dan estava brincando alegremente com as outras crianças, o que me deixou tranquila. Assim foram os 3 primeiros dias, sendo que no último Dan já não chorou quando eu dei tchau. O primeiro dia de aula oficial foi na segunda-feira, quando as crianças já adaptadas também entraram, totalizando 12 aluninhos fofos. A semana seguiu muito bem e ouvi por dois dias Dan dizer que havia adorado a nova escola e fiquei com sorriso de orelha a orelha. O desafio foi a lancheira, pois a escolinha anterior fornecia as refeições, então, fui, ao longo da semana, descobrindo a quantidade ideal. Como Dan ama frutas, a preocupação é pequena. Encontrei sucos sem conservantes, conforme orientação da odontopediatra. Além disso, há dias que mando sanduichinho, em outros polvilho salgado, bem como tomate cereja e ovinho de codorna e bolachinha integral. Tento variar bem para ele não enjoar.
Terminamos a semana com a primeira reunião de pais no auditório da escola, e ficamos muito satisfeitos com todas as propostas que ouvimos. A conversa em sala com a professora também foi ótima. Senti-me muito acolhida e com a certeza de que haverá uma grande parceria entre a familia e a escola. Assim, começo o fim de semana com o coração apaziguado! E que seja bom!!!


A última romântica?!

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Como boa saudosista e romântica que sou, vivo pensando sobre algumas pequenices do passado que me deixam docemente melancólica: o cheiro do perfume que minha avó usava, o gosto de uma comida maravilhosa que só aquela tia sabia fazer, a paisagem de um lugar maravilhoso que visitei, as intermináveis risadas com as amigas quando não tinhamos qualquer obrigação a nos perturbar o coração, o olhar apaixonado de um primeiro encontro e as borboletas no estômago ao aguardar a ligação do grande amor. À medida que o tempo passa, as saudades só se acumulam, porque tenho boa memória e deixo pouca coisa escapar, claro que me refiro ao que vale a pena ser guardado, porque o que não vale tenho começado a entender que é melhor não guardar. Tenho aprendido que a mágoa é o veneno que você mesmo ingere e se não mata, deixa-nos amargos, carrancudos, pesados e com rugas! E de rugas tenho pavor, podem rir, mas é verdade! Se é para eu ter rugas que sejam todas elas de vida bem vivida e não de raiva. Que sejam todas elas de dedicação a quem amo, de sabedoria e experiência, mas que não sejam de puro rancor. Que a idade me traga a surdez necessária para não ouvir o que é cruel, o que prejudica e o que empobrece a alma. Que a idade me traga a cegueira própria para não enxergar o raso, o pueril. Que eu seja mais funil para assimilar somente o que vai me tornar melhor para mim mesma e para os que me rodeiam e, por fim, que eu possa permanecer saudosista e romântica, por mais bobo que isso pareça, pois se tem algo que confirma a vida é o coração acelerado por uma boa saudade!




O quarto de 3 anos do Dan

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Esse post eu queria ter feito em novembro quando pensei que o quarto já estivesse pronto, mas, a luminária só chegou em dezembro e aí já viu...
O berço foi transformado em caminha e meio que seguindo os ensinamentos montessorianos, coloquei no chão. A poltrona de amamentação saiu, dando lugar a uma estante baixa para que Dan alcançasse os brinquedos e os livros, principalmente. O tapete de bebê saiu para entrar uma mais menino "grande" e com um tema que combinasse com o papel de parede que é o mesmo de quando Dan nasceu. O lustre é a nossa paixão, que foi ansiosamente aguardado por 4 meses porque é um trabalho artesanal e faço questão de indicar o Gilberto! Só não esperem ele entregar em menos tempo...rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs
A estante encomendei de um site ótimo em preço e qualidade. O guarda-roupa permaneceu o mesmo, pois era modulado. A cômoda ainda é muito útil e resolvi deixar mais um tempo. 
E, voilà! Esse é o quarto de 3 anos do Daniel.








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