O que mais me disseram é que quando substituíssemos o berço pela caminha, as visitas noturnas seriam certas. Acontece que meu filho é folgado e ele nem quer se dar ao trabalho de me visitar. O espertão continua deitado em seu "berço esplêndido" e começa a chamar, gritar, na verdade...e lá vamos nós saber o que o aflige. Descobrimos que é a solidão...como viajamos duas vezes em um espaço de tempo muito curto, o mocinho ficou hiper mal acostumado a dormir no quarto com o papai e a mamãe. Viajamos no inicio de agosto e foram 10 dias colados. Quando voltamos foi um suplicio ele voltar a dormir só. Final de agosto viajamos de novo e foram mais 9 dias dormindo sob as asinhas. E lá estamos nós com olheiras que só quem é/foi pai e mãe de recém nascido entende. Ou seja, as noites serão longas até a readaptação acontecer. Confesso que nem sempre estou com a devida paciência para lidar com a situação e houve dois dias que acabei gritando com ele e piorei a situação. Não é fácil ser compreensiva depois de seguidas noites levantando várias vezes. Ainda bem que marido tá dividindo a tarefa do ir e vir, senão não sei como sobreviveria ao dia seguinte. A gente acha que passada a fase de bebê, nunca mais sofreremos na madrugada. A grande verdade é que criança é uma eterna caixa de surpresas e uma noite pode ser fantástica e as próximas puro caos. Portanto, achar que depois do primeiro ano do bebê seu sono será tranquilo é pura ilusão. É aquela conhecida frase: "filho é que nem videogame. A próxima fase é sempre a mais dificil." Então, colegas, a solução é rezar, rezar e rezar e caprichar no uso do corretivo, que tem jeito não!!!
Daniel e a cidade (São Paulo também é destino de férias)
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Daniel, bom filho da mãe que é - sem trocadilhos - adora viajar! Depois de mais de 1 ano de sua última visita à cidade cinza que mora no meu coração, voltamos para passar bons 9 dias. Teve de tudo um pouco e por isso foi corrida e cansativa, mas, divertidíssima.
Delicia é poder estar em familia e como tenho primos queridos que moram em Sampa, sempre que aterrissamos por lá, a visita é certa. Dessa vez os motivos foram mais que especiais, pois nos reunimos para comemorar os 2 aninhos da priminha do Dan, a linda Symita e passamos o Rosh Hashaná (ano novo judaico) com eles.
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| 2 anos da Syme (desculpem, não consigo deixar a foto na posição correta!) |
Infelizmente, não tenho fotos do jantar de ano novo porque nesse dia não utilizamos máquina fotográfica e outras coisitas mais, mas, foi tudo uma delicia e cheio de esperança de que seja um ano bom e doce para todos!
Dan fez visita ao ortopedista. Explico: quando ele tinha 1 aninho, achei que o pé do mocinho poderia ser chatinho como o meu, que usou botas. O diagnóstico foi confirmado e ele usou palmilhas por 1 ano, mas, como ele passou a se incomodar demais, tirei. Agora que está quase com 3 anos, a pediatra me recomendou ouvir outra opinião e aproveitei a viagem para levá-lo a um ortopedista excelente, que foi um querido e deixou a mãe aqui tranquila. Dr. Caio Nery recomendou o uso de botinha por mais ou menos 2 anos. Ainda bem que as botas atuais são menos grosseiras que as da minha época. Ufa! Porque, para mim, foi traumatizante. Agora é aguardar o envio para que Dan comece o tratamento. Em 1 ano vamos levá-lo para retorno.
Passado o lado sério da viagem, que ainda bem, foi mais tranquilo do que imaginei (as mães têm sempre a mania de superlativizar tudo), o resto da semana foi dedicado a passeio pelas boas livrarias que a cidade oferece, exposição imperdível no CCBB, parques, restaurantes que me fizeram esquecer a dieta (o que é a sorveteria Bacio di Latte, gente?! Super recomendo!!!), shoppings bacanas (queríamos ter ido ao cinema, mas nesse dia Dan já estava exausto e bateu o pé dizendo que não queria ver filme...) e para fechar com chave de ouro, a vista ao Zoo Safári foi demais!
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| Lugar que sempre vamos: Oscar Bistro. Amo de paixão! |
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| Livraria Cultura da Paulista, sempre um bom destino. |
| Para o Daniel |
| Para a mamãe |
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| Parque Trianon |
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| Parque da Xuxa |
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| Compramos ração para darmos aos animais (tudo bem que eu fiquei com medo e quem deu foi o marido!! ;P) |
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| Muitas atividades rendiam cochilos que duravam mais de 2h! :O |
PS.: Lugares que a gente come muuuito bem:
- Oscar Bistro: antes era Oscar Café, mas, como servia comidinhas, mudaram para Bistrot. Minha ressalva é que não tem cadeira para criança. Deixei minha sugestão;
- Paris 6: sempre, a qualquer hora, é uma excelente pedida! E tem cadeirão + menu infantil \o/
- Bacio di Latte: morri, morri e morri. Que delicia! Estão espalhados em vários lugares. Encare a fila! Vai valer cada minuto aguardado!!!
- Cristallo: sabe aquele lugar para se parar e tomar uma cafezinho? Pois é! Amo!
- l'entrecote d'Olivier: A carne é sensacional. Só faltou a foto com o Olivier (que marido não leia), mas ainda não dei sorte dele estar lá. Hahahahahahahahahaha
- Amor aos Pedaços: Amor eterno, amor verdadeiro. Desde que uma amiga me apresentou em 2005, eu não posso ir a Sampa que a parada aí é obrigatória!! O brigadeiro branco é inesquecível.
- Serafina: casa de massas muito boa. Tranquila e TEM CADEIRÃO
- Bella Paulista: queridinha, 24h, deliciosa...
- Mori Sushi: Queridinho de todas as nossas idas a SP! Rodizio mega gostoso! Tem cadeirão e MENU INFANTIL!!
- Mori Sushi: Queridinho de todas as nossas idas a SP! Rodizio mega gostoso! Tem cadeirão e MENU INFANTIL!!
Afora os bons restaurantes que os shoppings oferecem, né?! Esses foram o da vez! Alguns outros que eu e marido somos fãs não pudemos ir porque são mesmo pra se ir a dois ou com a turma e Dan era a prioridade.
Espero que tenham gostado das dicas!!
Devaneios de mãe
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Houve um tempo em que tudo era meu, inclusive o tempo. Eu era dona das minhas verdades, das minhas escolhas, do lugar onde eu queria estar, das pessoas com quem eu queria tratar, do mundo em que eu queria viver. Mas, fui invadida. E essa invasão foi tão grande, que é impossível hoje eu ser dona de mim mesma, pelo menos por um tempo, pois não há tempo ou lugar em que os filhos não sejam eloquentes. Eles se fantasiam de inocência e graça e se apossam de nossas vidas, de nossos horarios, de nossos costumes, crença, alma. Por vezes, não há como não pensar em quão pesado é a maternidade. O cenário cor de rosa é pintado de cinza em alguns momentos e as lagrimas não são de alegria. Eu estaria sendo pérfida se dissesse que o amor incondicional é sem defeitos. Alias, não há amor perfeito, demasiadamente humano que é. Há dias que me sinto sem identidade porque me confundo com o ser do meu filho e então fico na dúvida de quem sou de verdade. Mas, de repente, então, vem aquela razão, aquela que nos traz de volta, que nos entrega à verdade e diz a que viemos e aí volto a me encontrar e a encontrar o colorido dos dias. Aqueles em que basta um sorriso para nos sentirmos o mais feliz dos seres.
Eternamente responsáveis pelo que cativamos
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É certo que o clássico "O Pequeno Príncipe" tem muitas mensagens atemporais. Dentre tantas frases que me comovem, não importa quantas vezes eu releia, é a que diz: "Tu te tornas eternamente responsável pelo que cativas". Desde que a maternidade chegou arrebatadoramente em minha vida, eu procurei cativar essa relação entre mim e aquele serzinho que pus no mundo, mas que se revelou um estranho ao vivo e em cores. E como poderia eu amar, tão enlouquecidamente, um igual a tantos outros bebês? Foi então que resolvi cativá-lo. E ele se tornou único para mim. Porque dentre todas as crianças do mundo, mesmo que todas elas estejam chorando juntas, eu serei capaz de reconhecer o choro de quem cativei. Assim se formam laços, os invisíveis aos olhos, mas que nos prendem e nos são caros mais do que qualquer outra coisa na vida. E o que mais importa?
Saindo da zona de conforto
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Ao longo desses 2 anos e 9 meses de maternagem, eu me desconstruí e me construí dezenas de vezes. Muitas verdades absolutas foram postas em voga. Tudo o que havia de mais certo na minha vida, desabou, e, assim, fui-me recriando e me redescobrindo não só como mãe, mas, principalmente, como pessoa. Por ser muito inquieta, todas às vezes em que me senti confortável demais, procurei mudar. Conforto é ótimo, mas, em demasia penso ser comodismo e disso eu fujo! Necessitei mudar a rotina várias vezes. Não que eu não goste de rotina, mas, é que como eu estava em processo de mudança, a vida do jeito que estava, não mais condizia com o que eu estava buscando. Uma das coisas que sempre gostei de fazer foi desafiar a mim mesma, mas, eu receava demais as consequencias. Hoje eu me sinto segura e forte o suficiente para me desafiar e chegar ao meu limite. Eu me sinto exatamente como o personagem de um livro que amei ler, o Santiago de "O Velho e o Mar". A briga não é exatamente com um peixe enorme, mas sim consigo mesmo. Até onde se consegue superar os limites físicos e psicológicos. Daniel é o grande protagonista dessas mudanças, pois por ele fui em busca de ser alguém melhor. Por ele, mergulhei no mundo da maternidade e descobri tanta gente e informações maravilhosas. Aliás, ler tanto sobre, foi um mundo que se revelou. Mais do que nunca abomino quem escolhe "não saber". Gosto de quem corre atrás, informa-se, devora, pois só o conhecimento nos leva a algum lugar maior. De tudo o que ouço e leio, há algo que ecoa sempre: viva intensamente o hoje sem se martirizar tanto com o que estar por vir, porque o amanhã ainda não nos pertence, então, por que se antecipar? Parece simples, mas, para mim, é um exercício, o qual estou aprendendo, devagar, a experimentar. Tem sido bom!
O adeus ao berço
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"Os dias são longos, mas, os anos são curtos". Eu ouvi essa frase num programa sobre maternidade. Frase tão simples e cheia de profundidade. Tenho tido muita dificuldade em passar as fases do Dan. Dar adeus ao que era já era tão intrínseco, virou um desafio contra a minha vontade de dizer: "cresça mais devagar, por favor!". Assim foi com a chupeta, a fralda, e, semana passada, com o berço. Chorei, chorei e chorei ao olhar aquele espaço que, por quase 3 anos, era ocupado por um objeto, o qual, durante a gravidez, eu tive aversão. Sim, eu passei pela angústia pré-parto também. Quando os móveis do quartinho chegaram, eu não queria autorizar a entrada da loja para montagem. Eu estava só em casa e um pânico enorme me veio. O quarto seria a primeira coisa mais concreta e próxima que eu teria e isso me apavorou. Lembro de ter ligado pro meu marido e dito: "eu não quero mais esse quarto! Tá muito perto! Tô com medo!" Depois de montado, eu ficava entrando várias vezes ao dia pra ver se eu me acostumava à realidade que se aproximava. Acho que foi por isso que o adeus ao berço foi tão dificil! Eu que antes havia dito não a sua chegada, estava aos prantos vendo ele se ir antes da minha mente teimosa estar preparada. Veio aquele filme na minha cabeça: chegada da maternidade com um bebê tão fragil nos braços, noites e noites em claro passadas entre a poltrona de amamentação e berço, a primeira vez que o Dan se virou sozinho, a primeira vez que tivemos que baixar o estrado, o dia em que meu bebê sentou, o dia em que ficou de pé, a primeira vez que me chamou para sair de lá...ah, quantas lembranças! Mas aí as noites longas e infinitas deram lugar a uma passagem de tempo colossal e o bebê vira criança, assim de repente, sem me perguntar se podia e se já era chegada a hora. E então tive que entrar várias vezes no quarto para agora me acostumar à presença do que senti ser uma intrusa e um alerta de que o tempo passa rápido demais: a caminha. E mesmo que para ele tenha sido uma festa a novidade, meu coração se apertou quando naquela noite o pus para dormir. Pensei comigo mesma: e mais uma fase se foi...
Quarto sendo montado
Dan com 8 meses
My little man com 2 anos e 9 meses
Daniel: o senhor feudal
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Daniel anda muito mandão e retrucão. E isso ficou mais latente nas férias, quando a rotina foi pro espaço, abrindo lugar para total falta de horários, que ele confundiu com total falta de disciplina! O moleque tá se achando o dono do pedaço, gente. E ao vê-lo agir, lembrei da época em que eu estudava, enlouquecidamente, sobre o regime feudal e cheguei à conclusão que o meu digníssimo filho, anda me fazendo de serva...a casa é o seu feudo e eu, serva que sou, trabalho para deixá-lo feliz e satisfeito!! Tem mais alguém aí se vendo na mesma situação?
Brincadeiras à parte, as crianças têm sempre a pretensão de achar que são verdadeiros reis e rainhas. E é preciso muito cuidado para não permitirmos que eles se sintam assim, senhores da situação. Daniel é um doce de criança, mas, tem deixado cada vez mais claras suas vontades, fazendo birra em público, coisa que sabemos ser bem própria da idade. Quase sempre tenho conseguido me manter firme, mas, confesso, nas férias foi bem dificil manter o controle da situação. Afinal, o constrangimento acaba fazendo a gente ceder e é aí que eles compreendem nosso ponto fraco. Voltar à rotina, com estabelecimento de limites claros, é muito bom. No período das férias, como tendemos a "afrouxar" a rotina, eles querem abusar. Rá! E como dizia minha avó: "comigo não, violão!" Chega de feudalismo e vamos partir para meritocracia, sendo que quem dá o mérito sou eu! Ora, bolas!
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