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Mãe deixa de ser jovem?

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O discurso de que depois que temos filhos não temos mais tempo para nada é conhecido de todos que vivem a maternidade/paternidade. É bem sabido que muitas noites serão em claro e que qualquer "brechinha" a gente quer mesmo é dormir. Passam-se os meses mais cansativos, mas, a vida continua muito atarefada para pensar em diversão. Leia-se: diversão adulta, porque claro que com os filhos há diversão, porém, bem diferente da que estávamos acostumados antes deles. É sabido também, que culpa é um negócio que parece não ter fim. E pensar em diversão SEM os filhos parece que não podemos mais. Será mesmo? Eu sempre tive uma vida agitada antes da maternidade. Muitas viagens, muitos bares, muitas baladas, muitas reuniões na casa dos amigos, ou seja, a vida era um superlativo só! Quando decidimos engravidar, tínhamos a certeza de que essa vida social intensa iria ser abandonada por um período, mas, não para sempre. Digo isso porque nunca fomos demasiadamente caseiros para gostar da vida pacata pela eternidade. À medida que o Daniel foi crescendo e o cansaço diminuindo (em proporções não tão equivalentes), a vontade de ter uma vida mais agitada surgiu. Claro que nada comparado ao que vivíamos antes, até porque foi uma fase que vivemos exaustivamente e passou. Porém, um jantarzinho ou um cineminha despropositado no meio da semana e encontrar os amigos sempre que possível, isso não abrimos mão. Para que essas "escapadelas" sejam possíveis, eu conto com a ajuda da babá que mora conosco ou com meus pais, quando eu viajo. Entretanto, prefiro só sair de casa quando já coloquei Dan para dormir, pois temos todo um ritual para a hora do soninho e sou eu quem o realiza todos os dias. É um momento muito nosso que não gosto de abrir mão. Porém, quando termino de fazê-lo dormir, já é perto das 21h e o cansaço bate. Mas, se não fizermos um esforço, vez ou outra, vamos morrer encalhados no sofá assistindo a novela das 21h e ninguém merece, né?! A maternidade muda muito a gente, mas, creio que deva ser para melhor e não para viver se lamentando do cansaço e da falta de tempo. O homem adapta-se ao meio, então, com jeitinho, dá sim para se dar um tempo para curtir um jantar a dois ou os amigos queridos. A gente se sente mais leve, a cabeça dá aquela arejada e voltamos pra casa com as energias recarragadas por boas risadas. Não se permitir sair da rotina é muito estressante e estresse deixa a pessoa com um ar pesado, sério, impaciente. Penso que a seriedade em demasia não envelhece apenas o corpo, mas, principalmente a alma. Sair com os amigos, fazer uma viagem curta pra namorar, tomar um chopp etc, não mede a responsabilidade de ninguém. Os filhos sempre serão prioridade, mas, gosto de me dedicar tempo algumas vezes, afinal, né, gente, mãe também é jovem!


Você sabe o que é doula?

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A maternidade é mesmo algo transformador. O que mais tenho visto por aí são mulheres que se reencontraram após terem se tornado mães. Um belo exemplo é o da Renata Mourão Rivas  (www.betapositivo.com.br), antes economista e pesquisadora, e hoje, após dar à luz ao seu Ian, descobriu-se doula. Para quem não conhece o trabalho de uma doula, recomendo uma visita no site da Renata, onde você vai encontrar toda a explicação desse universo lindo que é o parto humanizado e acompanhado por uma doula. Ela esteve presente na Feira Baby & Kids e o blog foi lá conferir:




O Blog na Feira Baby & Kids!

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No sábado, dia 29, aconteceu a 1.ª edição da Feira Baby & Kids Manaus, no Centro de Convenções do Manaus Plaza Shopping. Foram 3 dias cheios de palestras bacanas, com profissionais das mais diversas áreas, desfile de moda de crianças, brincadeiras e lojas com preços diferenciados para a alegria das gestantes e mães que deram um pulinho por lá. O blog participou de um bate-papo com algumas mamães presentes. Obrigada pelo convite, Caroline Coronel Argenta!






Meu filho é um gênio

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Pesquisas e mais pesquisas estão sendo realizadas e todas comprovam a mesma coisa: exagerar as atividades para as crianças é um ótimo começo para o ESTRESSE. Atualmente, quando se fala de infância, pouco se ouve falar do brincar pelo brincar ou do simples "fazer nada". O que mais se ouve falar em rodinhas de amigas e recém-mães é o número de atividades que as crianças têm sido submetidas cada vez mais cedo. Seja pela vontade de querer ter uma criança muito preparada para o mercado de trabalho (?) que a vida adulta lhe aguarda, seja pela culpa de não estar presente (e então é melhor que a criança tenha tantas ou mais atividades que os pais, assim todos chegam cansados e não  sobra culpa pra ninguém), o que veremos, em alguns anos, são consultórios de terapia infantil cada vez mais lotados. Eu fiquei em casa até os 3 anos de idade, quando, então, fui para escola. Cheguei a fazer natação e depois dança, mas, não gostava muito e minha mãe não forçou e eu voltei pra natação. Minha vida era bem tranquila. Havia muito tempo para as brincadeiras, para o sono e para fazer as tarefinhas de casa. Tudo muito simples e sem estresse. O inglês só fui começar aos 9 anos, porque na chamada primeira infância (0-6 anos) as obrigações não podem ser muitas. Mas eu sou dos 80, né? As crianças do novo milênio precisam fazer esporte, kumon, inglês, francês, mandarim, canto, instrumento musical, plantar uma horta, ter aula sobre a sustentabilidade, UFA!!! Cansei só de escrever. Aí, no fim de semana ainda têm que dar conta de passear o dia todo, ir pra 200 festinhas de amigos, ir ao parque, porque, afinal, ficar em casa e "fazer nada" NÃO PODE!!
Lendo sobre o assunto, encontrei a seguinte matéria: "Será que existe um número certo de atividades por dia para cada criança? A maioria dos especialistas recomenda moderação: crianças de 2 anos não precisam de um monte de aulas extras ou de visitinhas na casa dos amigos no dia-a-dia. Pais e mães que trabalham foram costumam preferir que seus filhos tenham dias estruturados por tarefas, assim não ficam em casa "sem fazer nada". Mas, nesta idade, brincadeiras livres e sem compromisso ou uma ida ao parquinho já são suficientes para preencher a maior parte do dia. Não se preocupe porque haverá muito tempo pela frente para as aulas de língua, música, esporte ou os encontros sociais com amiguinhos. Neste momento, brincar à vontade é mesmo a melhor coisa para o desenvolvimento físico e emocional." (http://brasil.babycenter.com/toddler/desenvolvimento/trinta-um-meses/)
Em outra pesquisa (http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2011/02/opiniao-criancas-precisam-ter-tempo-para-brincar-e-descansar.html) encontrei: "Brincar é uma forma da criança organizar as coisas que vivencia, dando um sentido a elas. Não é algo inócuo. É no brincar que a imaginação da criança é estimulada, algo importante para o desenvolvimento da criatividade e, consequentemente, da inteligência. Assim, como, é importante uma sonequinha extra durante o dia. Momento que serve para descansar e ter mais energia para outros aprendizados. Como o adulto. Nada como um descanso para dar continuidade a um relatório que não saia do lugar. Não adianta nada as crianças terem muitas atividades, se não lhes sobra tempo para digeri-las. E incorporar o aprendizado delas ao seu repertório."
Vê-se que a preocupação com o excesso de atividades é algo mais comum do que se imagina. Eu chego a ouvir mães que parecem entrar numa disputa para saber qual criança é a mais inteligente ou a mais preparada. Até cheguei a pensar que eu estava sendo muito negligente, tendo em vista que meu bebê de 1 ano e 10 meses passa meio período na creche e só! Em casa, ele brinca e brinca e brinca. Ah, e vai ao parquinho do condomínio encontrar os amiguinhos no fim da tarde antes do jantar as 18h e 30min. Para mim, já é um dia cheio pela tenra idade, não?? Para terminar, quero dizer que meu filho vai fazer 2 anos e é um gênio! Um gênio em fazer arte, em fazer birra, em ser carinhoso, em ser "SÓ" criança, como tem que ser! Deixarei a agenda dele com bastante espaço "vazio", por enquanto.


Algumas dicas de cuidados na gravidez

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Estou naquela fase em que as amigas ou estão pensando em engravidar, ou estão grávidas ou ainda, acabaram de ter seus bebês. Então, vira e mexe, conversas sobre gravidez surgem em nossos encontros. E sempre que conversamos, eu acabo descobrindo alguma dica legal e por isso resolvi fazer um post para compartilhar o que tenho ouvido por aí. Vem comigo:
- Nos primeiros 3 meses de gravidez, o ideal é ter uma alimentação bem rica em proteínas e pouco carboidrato, pois a proteína ajuda na formação do feto. Sei que a vontade é de se abraçar com um saco de pão francês quentinho com manteiga e assistir televisão, mas, não é saudável nem pra grávida e muito menos para o bebê;
- Se você já pratica atividade física, após a liberação do seu médico, continue a fazê-lo. Se você nunca malhou antes, melhor ir com moderação e fazer caminhadas leves ou hidroginástica. Como eu já fazia musculação, continuei na gravidez, porém, com exercícios moderados e sempre medindo os batimentos cardíacos para não cansar demais;
- Tomar muita, mas muita água mesmo! Além de hidratar, evita risco de infecção urinária;
- Tomar banho de hidratante. Eu dormia brilhando de tanto que eu passava. Não sei se garante 100% o não aparecimento de estrias, mas, comigo funcionou e não ganhei nenhuma durante a gravidez;
- Um solzinho de vez em quando faz um bem danado. E se puder, pegue sol sem a parte de cima do biquíni que já vai ajudar a preparar os mamilos para amamentação;
- Tentar ter uma alimentação balanceada e ganhar 1kg por mês até o fim do segundo trimestre. Assim, você fica com uma "reserva" para engordar mais no último trimestre que é quando o bebê cresce e engorda mesmo, garantindo um ganho de peso total entre 10kg e 12kg;
- Dica de uma das amigas grávidas, é ter na bolsa lanchinhos saudáveis, como por exemplo, fazer um mix com frutas secas, nozes ou castanhas. Nutritivo e não muito calórico;
- Importante, também, para não perder a linha, é não ter em casa as famosas "porcarias" (chocolate, bolachas recheadas, salgadinhos e afins), porque na hora da fome, entre um copo de leite com aveia e a "porcaria", você, provavelmente, vai procurar o que não deveria ingerir;
- Deixar os saltos de lado ou só usar naquelas ocasiões indispensáveis. Dê preferência para solas anti-derrapantes, a fim de evitar quedas;
- Usar roupas confortáveis e nada de ficar apertando a barriga. Vamos deixar o aperto para o pós-parto, ok?
- Quando completei 28 semanas, comecei a sentir bem o peso da barriga, por isso, passei a usar uma faixa que ajudava a "segurar" o barrigão, o que proporcionava um enorme alívio na minha lombar;
- Sempre que puder, colocar as pernas para cima e tirar um cochilo. É bom pra você e para o bebê também. É bom que se aproveite para dormir durante a gravidez, porque depois que o bebê nasce, fica bem mais difícil descansar;
- Tente não se estressar com problemas que não exigem real atenção. É um momento em que serenidade e tranquilidade se fazem necessárias;
- Se você gosta de ler, dedique algum tempo para leituras agradáveis, inclusive sobre gravidez a pós-parto. Isso não garante que você não terá dúvidas, mas, ajuda a disseminar algumas;
- Sinta-se linda! É uma fase única da mulher. O poder é nosso. Então, aproveite para ficar mais bonita e radiante pra você mesma;
- Tenha por perto quem lhe quer bem e deixe de fora aqueles que são dispensáveis do seu dia-a-dia. Energia negativa a gente deixa longe!!!
- Cuide do espírito, independentemente da sua crença. Ter fé ajuda a superar momentos nem tão alegres que você possa vir a passar.
- Por fim, aproveite cada etapa dessa fase. São quase 10 meses que passam num piscar de olhos. Certamente, você terá a famosa saudade da barriga!

 É claro que existem muito mais dicas legais! Vou adorar se você quiser compartilhar as suas. Sinta-se à vontade!



"Roda Viva"

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Parece cliché e talvez seja mesmo, mas, tenho que declarar meu amor eterno a Chico Buarque! Adoro suas composições, adoro seus livros, adoro sua voz, enfim, sou fã mesmo! Sou daquelas que não tenho uma música preferida dele porque é impossível preferir somente uma. Eu tenho uma coleção de preferidas. Fazer o quê? Gosto e pronto! Porém, como não posso falar de todas ao mesmo tempo, escolhi uma que fala de tempo (mais uma vez!), que é algo que me faz parar(?) pra pensar sempre, pois temo não fazer tudo o que se deve fazer antes do fim chegar! (Suuuuper dramática). "Roda Viva" é de 1967, e, apesar de haver várias interpretações, inclusive sobre ditadura militar, a música é atemporal e se aplica perfeitamente ao momento que qualquer um de nós estiver passando. A minha percepção da música é no sentido de que tem certos momentos que a gente deixa de protagonizar um pouco a nossa vida e vive somente sendo levado pelos dias que se passam ou mesmo pelas pessoas que estão à nossa volta. Parece que nos tornamos apáticos e ficamos lá, estancados, enquanto tudo  e todos caminham. Por outro lado, a música também diz que, muitas vezes, por mais que a gente se esforce e tente fazer algo diferente, o destino vem e muda tudo. Ou seja, nem sempre as coisas acontecem como planejamos, porque existe uma força maior que comanda e leva todos os nossos planos embora. Engraçado é que já me vi ou me vejo em ambas as situações. Já fiz planos que não se concretizaram porque algo aconteceu, além da minha vontade, e por isso não deu certo. Bem como tenho pensado muito ultimamente se estou fazendo algo por mim mesma ou se estou tão-somente vendo a vida passar...ser protagonista da própria vida requer um esforço enorme para se descobrir quem se é ou o que se quer de verdade. E eu ainda estou cheia de dúvidas...enquanto as certezas não vêm, sigo cantando:

"Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá

Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a roseira pra lá

A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua, a cantar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a viola pra lá

O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a saudade pra lá"

(Chico Buarque de Holanda, 1967)


Feira Baby & Kids Manaus

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Acontecerá em Manaus a 1.ª Feira direcionada para mamães, gestantes, bebês e crianças! O blog estará presente no dia 29/09, as 17h!! Obrigada pelo convite, Carol Coronel!!


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